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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Governo volta a defender regulação da mídia


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que estuda a apresentação de um projeto de regulação da mídia, que não interfira no conteúdo do que é publicado pelos meios de comunicação. O ministro participou nesta manhã da cerimônia de posse dos novos ministros da Casa Civil, da Educação, da Saúde e da Secretaria de Comunicação Social (Secom).
“Sou favorável à regulação da mídia, sempre falei isso e sempre defendi. Nós precisamos apenas chegar a um acordo sobre qual vai ser o modelo, qual vai ser a forma de conduzir, se vamos fazer um projeto único ou se vamos fazer por partes”, declarou a jornalistas após o evento.
Paulo Bernardo disse que o projeto apresentado pelo ex-ministro da Secom Franklin Martins tem que ser complementado. “Temos que incluir questões essenciais sobre o que acontece na mídia de internet”, explicou. Para o ministro, é preciso criar regulações para o monopólio da mídia.
“O Google está se tornando o grande monopólio da mídia. A gente vê uma disputa entre teles [empresas de telecomunicações] e TVs e, provavelmente, se durar muitos anos, o Google vai engolir os dois”, declarou. Para o ministro, há uma situação assimétrica de empresas que vendem serviços pela internet e não têm as mesmas responsabilidades que veículos tradicionais.
De acordo com Paulo Bernardo, somente em 2013 o Google faturou R$ 3,5 bilhões de publicidade no Brasil. “E esse dinheiro tem imposto? Os [mesmos] impostos que a mídia tradicional paga? Não acredito que tenha”, questionou.
Segundo ele, ainda há espaço para o recebimento de sugestões sobre o melhor modelo a ser adotado no país. “Inclusive meus companheiros do PT, que muitas vezes se colocam favoráveis a esse tema, acho que seria importante contribuir também”, disse, deixando claro que não se referia a regulação de conteúdo. “Sou a favor da liberdade de expressão”.
Poder & Política


Patrimônio de Mandela é calculado em US$ 4,1 milhões


O patrimônio do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela foi avaliado provisoriamente em 46 milhões de rands (4,1 milhões de dólares), informou nesta segunda-feira à imprensa um de seus testamenteiros, o juiz Dikgang Moseneke.

Moneseke disse que foi realizado um inventário provisório que "reflete um valor provisório de 46 milhões de rands" durante a leitura pública do testamento. Mandela legou principalmente seu patrimônio às escolas onde estudou e ao Congresso Nacional Africano (ANC), seu partido.

Brasileiros já pagaram mais de R$ 200 bilhões em imposto este ano


No primeiro dia do segundo mês de 2014, os brasileiros já pagaram mais de R$ 200 bilhões em impostos, de acordo com o Impostômetro, o painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que calcula em tempo real a arrecadação de tributos no país.
 Segundo estimativas do site, este valor seria o suficiente para construir mais de 700 mil postos de saúde equipados ou mais de dois milhões de quilômetros de redes de esgoto. O presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Rogério Amato, destaca que a maior parte de todo esse recurso arrecadado vai para gastos de custeio e não de investimento, o que atrasa o desenvolvimento do Brasil.

 No ano passado, o valor foi alcançado somente no dia 14 de fevereiro.

Pré-campanha de Gleisi no Paraná terá 'ajudinha' federal


De saída da Casa Civil, a ex-ministra Gleisi Hoffmann deve contar com uma "ajudinha" do governo federal no início da pré-campanha ao governo do Paraná. Gleisi deve participar de evento na quinta-feira, 6, numa das maiores feiras agropecuárias da região, em Cascavel, ao lado do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.
"No Show Rural, teremos uma atividade grande de entrega de máquinas junto com o governo federal, com o ministro Pepe Vargas, além de jantar com o setor produtivo na quinta-feira em Cascavel", disse ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o coordenador de campanha dela e vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR).
O evento deve ser o primeiro em que Gleisi terá contato com o eleitorado do Estado, após deixar nesta segunda-feira, 3, o cargo de chefe da Casa Civil da Presidência da República. Gleisi estava no cargo desde junho de 2011. No lugar da ex-chefe da Casa Civil da Presidência, assumiu o ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante.
De acordo com André Vargas, após reassumir o cargo de senadora, Gleisi também deve usar a tribuna do Senado para fazer um contraponto ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Beto Richa, que deverá tentar a reeleição em outubro, acusa a administração federal de "descriminar" o governo do Estado na aplicação de recursos.

"Agora, ela ficará mais livre para fazer o contraponto com o governador, que vem, em nossa opinião, mentindo em relação aos empréstimos que não foram liberados para o Paraná. Só não foram liberados porque não se tinha certidão", afirmou. Segundo ele, Gleisi deverá ainda se inserir na articulação política dos partidos no Estado e na elaboração do programa de governo.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Gandu – Ex-prefeita teria dito não ao atual


E do conhecimento de todos, que durante a campanha do atual Prefeito, Ivo Peixoto (PCdoB), em 2012, a então Prefeita, Irismá Silva, também do partido comunista, ficou proibida de participar de todo e qualquer movimento político. Na ocasião, a coordenação de campanha interpretou que se a então gestora se fizesse presente nos comícios, visitas, passeatas etc, faria com que o grupo perdesse credibilidade e votos, pois segundo as pessoas de confiança de Ivo Peixoto, Irismá estava politicamente queimada. Tanto foi que o marketing conseguiu desligar a criatura da criadora, ou seja, a imagem do candidato Ivo, em momento nenhum teve ligação com a de Irismá.
Segundo pessoas ligadas a ex-prefeita Irismá Silva (PCdoB), o atual prefeito Ivo Peixoto (PCdoB), a procurou recentemente, para solicitar seu apoio para a campanha deste ano e, recebeu um sonoro não. O Alcaide municipal teria convidado a médica política para comparecer ao seu gabinete, por a mesma não disponibilizar de tempo, Peixoto reuniu uma equipe de sua confiança e foi até a clinica particular de Irismá. Ainda segundo os correligionários da médica, o Prefeito a teria convidado para participar ativamente da campanha eleitoral deste ano. Na oportunidade Irismá teria respondido o seguinte: “seu Ivo, se eu fizer parte da campanha, vou lhe atrapalhar, ou o senhor já esqueceu que em 2012, na sua campanha, eu fui proibida até de subir no palanque ao seu lado?”.
Justiça seja feita, realmente é uma decepção para qualquer político, no exercício do seu mandato, ser proibido de participar de um comício. De modo que é público e notório, de que a então prefeita, além de ter investido financeiramente, usou a máquina pública para eleger o seu sucessor e, em troca foi execrada por seu “próprio grupo”. 
Se realmente a ex-prefeita assim procedeu, demonstrou a cima de tudo, personalidade.
Traduzindo: “deu o troco”



Juros do cartão chegam a quase 1.000% ao ano- parte l


No final da fatura, em uma tabelinha repleta de números, uma informação chama a atenção. Custo total do saque à vista no cartão de crédito do banco Santander: 967% ao ano. Para quem não consegue visualizar claramente quão caro é esse juro, é como se um banco emprestasse dinheiro para que o consumidor comprasse um carro popular de R$ 30 mil em janeiro e em dezembro lhe mandasse a conta da compra de um apartamento de R$ 320 mil. Mas o leitor pode agora pensar que jamais sacaria dinheiro do cartão de crédito. Pensa mais: que faz os saques tradicionais de sua conta corrente e usa o cartão apenas para fazer compras. Mas, se num mês ficar mais apertado, paga apenas o valor mínimo e vai levando adiante. Esse adiante, entretanto, também sai caro, pois essa dívida começa a ter incidência de juros, no que é chamado no jargão bancário de empréstimo rotativo. Voltando ao caso do Santander, o juro de alguns dos cartões do banco pode chegar a 705,61% ao ano. É menos do que o saque à vista. Em vez de um apartamento de R$ 320 mil, o banco cobraria um de R$ 241 mil.

Segundo dados do Banco Central, um terço das concessões de crédito no cartão no ano passado entrou no rotativo. Foram R$ 26 bilhões, número maior do que o que foi emprestado em crédito consignado ou crédito ao consumo. Do total, quase 37% está com o pagamento da fatura em atraso de mais de 90 dias, ou seja, inadimplentes. A inadimplência não é preocupante, segundo o BC, porque ela é dividida por toda a carteira, que inclui a dos clientes que pagam em dia sua fatura, de aproximadamente R$ 62 bilhões no ano passado. Logo, o juro também não seria tão elevado, já que ele serviria para o banco fazer frente ao dinheiro que deixa disponível para os clientes pagarem apenas a cada 30 dias e também para fazer frente ao crédito parcelado sem juros.
continua...

Juros do cartão chegam a quase 1.000% ao ano- parte ll


Se a taxa média fosse de 140% ao ano, dividida pela carteira e descontando a inadimplência, o juro total cairia para 30% ao ano. Mas não é possível saber qual é a média cobrada, nem se os juros vêm subindo, porque o BC não tem esse acompanhamento. Os bancos tampouco divulgam essa informação e se restringem a prestá-las apenas nas faturas de seus clientes. Uma pesquisa recente do Proteste mostra que o Santander tem os juros mais altos do cartão de crédito, mas não é o único a ter taxas tão elevadas. Basta reunir as faturas de diferentes clientes de diferentes bancos para constatar que os outros grandes bancos privados - Bradesco, HSBC e Itaú Unibanco - têm juros acima de 400% ao ano. É mais que o dobro do juro médio do cheque especial, acompanhado pelo BC. Os bancos, entretanto, não falam do assunto. Todos foram procurados e enviaram apenas notas informando que cobram juros compatíveis com os riscos e que oferecem opções aos clientes. O Bradesco disse apenas que não comentaria. O Santander, que tem todos os seus cartões com juros acima de 400% ao ano, reforçou que propõe alternativas ao crédito rotativo com juros baixos. Nem mesmo o Banco do Brasil, que tem um dos juros mais baixos - segundo a Proteste, 107% ao ano - fala sobre o assunto. 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Candidato da oposição só será divulgado após o Carnaval


Mesmo sob a expectativa de que o nome do candidato oposicionista para a disputa ao Palácio de Ondina fosse divulgado nesta semana, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), jogou um balde de água fria nos mais apressados, e manteve a ideia de que o nome do candidato ao governo baiano seja divulgado apenas após o Carnaval. “Sempre tinha estabelecido o anúncio para depois do Carnaval. Estamos afunilando o processo e houve muitas conversas nesses últimos três, quarto dias”, afirmou ACM Neto durante a coletiva de imprensa para apresentação da requalificação da orla do Rio Vermelho. Ainda segundo o democrata, as discussões internas “estão tomando corpo e chegando à reta final”. Os dois nomes mais especulados para encabeçar a chapa da oposição continuam sendo o do ex-governador Paulo Souto (DEM) e o do presidente do PMDB da Bahia, Geddel Vieira Lima.

 Informações do Jornal A Tarde.

Cadê a Polícia? Parte l


Há alguns anos atrás, quando saíamos às ruas, tínhamos a sensação de segurança. Podia não ser o ideal de Segurança Pública para combata criminalidade, mas pelo menos, a sensação de segurança existia. Víamos, circulando nas ruas, policiais militares montados a cavalos ou em bicicleta circulando pela orla, duplas percorrendo os bairros – os chamados Cosme e Damião – que conheciam as pessoas do bairro, as viaturas circulando pelas cidades da capital e do interior. Tínhamos programas como polícia comunitária, operações Verão, Carnaval, etc, que eram desenvolvidas em todo o Estado.
Bons tempos aqueles, quando passávamos pelos policiais que, quase sempre os conhecíamos pelo nome. Poderia não ser perfeito, mas havia sensação de segurança. Hoje, nem isso. O Pelourinho podia ser frequentado e estava em franco processo de recuperação, deixando no passado a fase obscura de um passado de abandono, tráfico e prostituição. As crianças estavam nas escolas – pelo menos boa parte delas – e as ruas podiam ser frequentadas pelas famílias, jovens e turistas que, não raro, circulavam pelas ruas e ladeiras do Centro Histórico.

Hoje, a notícia é de que temos de volta os arrastões com bandidos agredindo turistas que, desavisados, vez por outra pensam em frequentar o Centro Histórico. Arrastões nas praias antes frequentadas pelas famílias que, assustadas, deixam de lado o lazer que antes era barato e seguro. Podia não haver uma Segurança Pública exemplar, mas havia sensação de segurança. Hoje, nem isso.

Cadê a Polícia? Parte ll


Hoje, a Bahia figura entre os primeiros Estados mais violentos do país. Das dez cidades mais violentas do país, de quatro a cinco ficam na Bahia. Hoje, comemoramos uma redução de menos de 10% no número de assassinatos como se isso fosse uma grande vitória. Em compensação, aumentaram os assaltos a bancos no interior, que são explodidos por bandidos que fazem refém, não raro, cidades inteiras.
Os roubos de veículos então, nem se fala. O que não explicam à sociedade é onde está o Serviço de Inteligência da Polícia que não consegue identificar os criminosos ou acabar com as quadrilhas mesmo com todo mundo sabendo onde eles estão? É o que sempre digo: Todo mundo reclama de assaltos em frente ao Hospital Tereza de Lisieux, nas sinaleiras da Orla da Pituba ou no Parque da Cidade, dos furtos e roubos de veículos nos estacionamentos do Parque Júlio César, dos roubos noturnos na área boêmia do Rio Vermelho... Todo mundo sabe, todo mundo vê, menos a polícia de nosso Estado. Culpa deles? De jeito algum. Tenho convicção de que as instituições são sérias e que sentem de pés e mãos atados porque querem trabalhar, mas não sabem como. Não lhes dá um rumo, um norte para seguir. Falta uma decisão de governo! Falta uma política pública que nos traga de volta a segurança que, pelo menos, achávamos que tínhamos...
Queremos ver de volta as duplas de Cosme e Damião circulando pelos bairros e no estorno das escolas; nas áreas movimentadas da boemia, no Centro Histórico, nas praias, em todos os bairros de todas as cidades, na capital e no interior. Queremos uma polícia presente e de volta aquela velha sensação de segurança. Porque hoje não temos nem isso!

Heraldo Rocha é médico, ex-deputado estadual, vice-presidente estadual e presidente municipal do Partido Democratas de Salvador.