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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Futebol - Barroca é demitido do Botafogo após derrota para o Fluminense



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Pressionado desde antes do clássico, o técnico Eduardo Barroca não resistiu à derrota por 1 a 0 para o Fluminense neste domingo (6), no estádio Nilton Santos (RJ), e foi demitido do comando no Botafogo. O departamento de futebol era contra a demissão de Eduardo Barroca, mas o presidente alvinegro, Nelson Murrafej, bancou a decisão.
Enquanto não define o novo treinador, o Botafogo será dirigido pelo auxiliar-permanente alvinegro, Bruno Lazaroni. Vice-presidente de futebol, Gustavo Noronha foi o porta-voz do comunicado e destacou a dificuldade em tomar a decisão:"Tivemos uma reunião com os atletas, que têm carinho e admiração grande pelo treinador. Não foi uma decisão fácil, foi muito complicada, porque o trabalho vinha sendo desenvolvido em bases sólidas. Foi necessária essa alteração, mas precisamos de uma reação imediata nesse momento".
Sobre a escolha do novo técnico, o dirigente foi taxativo: "Botafogo tem que viver com a sua realidade orçamentária, sem fazer loucuras". Este foi o quinto jogo consecutivo sem vitória do Alvinegro, sendo quatro derrotas e um empate, fato que já deixa a equipe em alerta em relação à zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
O clube vive um período conturbado, onde atravessa uma crise financeira e também protestos perigosos da torcida, com invasões a treino e à sede por parte de organizadas alvinegras. A pressão, inclusive, também teve parcela "de culpa" no adeus do técnico.
Eduardo Barroca deixa o Botafogo com 27 partidas no comando, sendo 10 vitórias, 3 empates e 14 derrotas.
Início:
O treinador foi contratado em abril, após a queda de Zé Ricardo. Ele chegou à equipe profissional chancelado pelo bom trabalho realizado na base do próprio Alvinegro, quando foi, inclusive, campeão do Brasileiro Sub-20. O retorno a General Severiano aconteceu após passagem pela base do Corinthians. Apesar da estreia com derrota para o São Paulo, o começo de trabalho foi satisfatório e o Botafogo somou 15 pontos antes da paralisação para a Copa América, quando chegou até a se cogitar uma briga por vaga na Copa Libertadores de 2020. No retorno deste período, o time demonstrou oscilação e, até o momento, não conseguiu vencer no segundo turno do Brasileiro.
Com o elenco enxuto, Barroca ainda perdeu Erik, que vinha sendo um dos destaques do time e foi para o futebol japonês, e não pôde contar com Biro Biro, um dos reforços que chegaram no meio do ano, por conta de um problema cardíaco. Além disso, a diretoria acumulou frustrações no mercado em busca de novos nomes para o grupo.
Caderno dos Esportes

Brasil - Resistência à indicação de Eduardo Bolsonaro persiste



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Quase três meses depois de ter sido anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro, a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para assumir a embaixada brasileira nos Estados Unidos, ainda não oficializada pelo Executivo, está longe de ter os votos necessários para ser aprovada no Senado. Uma atualização de levantamento do jornal O Estado de S. Paulo mostra que, mesmo depois de fazer "campanha" na Casa, o filho "03" do presidente tem apenas 15 dos 41 votos necessários - mesmo número registrado em agosto.
Um terço (27) dos 81 senadores consultados pelo Estado disse que vai votar contra a indicação. Além destes, oito afirmaram estar indecisos e 31 optaram por não responder. Foi o caso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). A assessoria do senador - que tem trabalhado pela aprovação do deputado - afirmou que ele aguardará o resultado da sabatina para tomar sua decisão.
Na primeira edição do placar, no início do agosto, Alcolumbre informou que não iria votar, ainda que o regimento permita. Naquele momento, o levantamento do Estado apontava que havia 15 votos declarados a favor da indicação e 29 contra. Outros 36 senadores não revelaram como votariam - 29 não quiseram responder e 7 se declararam indecisos.
Os números dos dois levantamentos são semelhantes - além da posição de Alcolumbre, a única mudança foi a migração de dois senadores declaradamente contrários para o grupo dos que não revelam o voto.
Caso seja oficializada a indicação, Eduardo terá de ser sabatinado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Os membros da comissão então decidem, em votação secreta, se aprovam ou não a indicação. Uma vez aprovado, o nome do indicado é encaminhado para apreciação do plenário da Casa, também em votação secreta. São necessários ao menos 41 votos favoráveis.
O presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista ao Estado, que a indicação de Eduardo ainda não tem data para ser oficializada. "Deixa passar a votação da reforma da Previdência. Não tem pressa não", disse. Em agosto, após a divulgação do levantamento do Estado, Bolsonaro afirmou que aguardaria o "momento certo" para oficializar a indicação. No sábado, 5, ele minimizou o fato de, hoje, não ter os votos suficientes. "Ele se prepara melhor para enfrentar a sabatina, caso ele mantenha a ideia de ir para lá. Pra mim seria interessante."
Desde que foi anunciada, em 11 de julho - dois dias depois de Eduardo completar 35 anos, a idade mínima para um brasileiro assumir uma representação diplomática no exterior -, a indicação do filho do presidente para o cargo mais importante da diplomacia brasileira foi alvo de críticas de adversários, que a classificaram de nepotismo e questionaram a qualificação técnica do deputado. "A questão que deve ser posta é se ele está à altura de um posto que já foi ocupado por Joaquim Nabuco", disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). "Eu acho que não está. Se ele não fosse filho do presidente, quem cogitaria nomeá-lo?", questionou.
Bastidores do Poder

Brasil - Câmara quer flexibilizar Lei de Improbidade



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Câmara dos Deputados instaurou comissão especial para analisar projeto de lei que flexibiliza a Lei de Improbidade Administrativa. A um ano das eleições municipais, uma mudança na legislação é defendida pela classe política como forma de combater o que classifica como "ativismo" dos Ministérios Públicos estaduais em relação, principalmente, à atuação de prefeitos.
Apresentada pelo deputado Roberto de Lucena (Podemos-SP), a proposta é baseada no trabalho de uma comissão de juristas criada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com coordenação do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O resultado é um projeto que mexe em 34 pontos da lei atual para definir, por exemplo, a possibilidade de acordo entre as partes (hoje vetada), a redução do tempo mínimo de suspensão dos direitos políticos e a previsão de punição também do ente privado considerado corruptor.
Segundo o deputado, trata-se de uma atualização e não de um afrouxamento. "Hoje, é muito difícil um agente público, especialmente aquele eleito, passar por um mandato sem responder por algum ponto da lei. Isso porque ela não é objetiva, permite interpretações. É isso que pretendemos mudar, estabelecendo melhor a diferença entre um erro formal e uma intenção de lesar", explicou.
Se aprovado, o projeto impedirá que atos considerados equívoco, erro ou omissão decorrente de negligência, imprudência e imperícia sejam classificados como improbidade administrativa. Essa denominação só será admitida para atos comprovadamente praticados com dolo.
"A lei foi feita para punir desonestos, não pessoas despreparadas. Da forma como funciona hoje serve para afastar pessoas de bem da vida pública e para precarizar a política", disse na comissão o desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo José Renato Nalini, um dos juristas que apoiam a revisão. Desde junho, ele, que também foi secretário estadual de Educação, é processado por improbidade. Segundo o MPE-SP, Nalini é corresponsável por desviar recursos da educação para pagar aposentadorias de servidores estaduais. Ele nega.
Uma das alterações propostas trata do conjunto probatório necessário para o MP poder ajuizar uma ação de improbidade. A revisão da lei muda o texto para deixar mais claro que promotores apresentem, já na petição, provas que atestem dolo e que também individualizem a autoria do ato.
"A lei não pode punir algo que não se comprova como grave. Quem vai julgar tem que fazer isso com base em prova. Essa é a grande questão hoje, é tema de debate no Supremo Tribunal Federal. O dano deve ser efetivo e não presumido", afirmou o prefeito de Campinas (PSB) e presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, Jonas Donizette. Para ele, muitos promotores assumem um "espírito lavajatista" em busca de um troféu. "Há casos em que beira a perseguição política."
O promotor de Justiça de São Paulo Silvio Marques, que atua na área de improbidade desde 1995, diz que excessos são pontuais e combatidos devidamente pela corregedoria e pelo Conselho Nacional do Ministério Público. "Esse discurso de abuso quem faz, geralmente, é o réu. E isso nunca vai acabar. Mas fazemos o filtro. Aqui em São Paulo mais de 90% dos inquéritos instaurados não geram ação por improbidade por falta de provas. Agora, na dúvida, temos de propor a ação."
Segundo Marques, a principal contribuição do projeto é a liberação de acordos consensuais em ações de improbidade. "Eles permitirão que a administração pública recupere bilhões de reais. Só aqui em São Paulo temos R$ 50 bilhões a reaver", disse. O promotor ressalta, no entanto, que o projeto deve prever, textualmente, que esse acordo possa ocorrer em qualquer fase do processo.
Bastidores do Poder


Surdos enfrentam dificuldade para atendimento em saúde



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Deixar de ir ao médico para consultas de rotina ou em caso de dor parece algo impensável. Entretanto, essa é a realidade de muitas pessoas surdas ou com deficiência auditiva.
Surda, a professora de Língua Brasileira de Sinais (Libras) Sylvia Grespan, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, assume que evita o consultório médico, por julgar que os profissionais não estão preparados para atendê-la da forma adequada. Ter de escrever ou depender de alguém que descreva ao médico os sintomas que ela sente e compartilhe partes relevantes do seu histórico de saúde é, para ela, um incômodo.
"Dizem que os surdos não procuram médico. Eu, Sylvia, não procuro, porque já sei que não vou ter uma comunicação efetiva. Então, não me sinto confortável, não tenho conforto linguístico de conversar com um médico", diz, acrescentando que pessoas já relataram a ela casos em que foram repreendidas pelo médico por utilizarem o celular para tentar melhorar a comunicação durante a consulta. "É nosso direito ter um atendimento eficaz e efetivo. Já estamos no século 21 e até hoje a sociedade não está pronta pra receber o surdo?"
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 2,2 milhões de pessoas declararam ter deficiência auditiva. O grupo representa 1,1% da população brasileira.
Sylvia conta que, certa vez, ficou internada e se surpreendeu com as marcações no chão do hospital onde deu entrada. "Eu achei legal, porque era [um recurso] visual, e perguntei 'Por que é colorido'?. Me disseram: 'Porque a maioria nesse município é analfabeta'. Tá vendo? Eles nem pensaram no surdo, e sim nas pessoas que não sabem ler nem escrever."
A única exceção às experiências desagradáveis, afirma, ocorreu há dois anos, quando operou a vesícula e ficou na UTI [Unidade de Terapia Intensiva], por um mês. Sem estar à vontade para pedir que sua mãe, já idosa, a acompanhasse, teve uma surpresa. "Eu me senti bem, porque ali todo mundo sabia Libras. Eu me senti muito feliz, porque eles eram meus ex-alunos."
Agencia Brasil

sábado, 5 de outubro de 2019

Porque devemos votar para Conselheiro [a] Tutelar neste domingo 06 - Por Bozó



Neste domingo, 6 de outubro, acontecem eleições para escolha de conselheiros tutelares em todo o país. Em Gandu são 10 candidatos [as], para 05 vagas.
Todo cidadão e cidadã, maior de 16 anos, com o título de eleitor regular, pode votar. O Ministério Público acompanha diretamente a eleição, por meio das Promotorias de Justiça da Criança e do Adolescente distribuídas nas comarcas de todo o estado, e reforça a importância da participação de toda a comunidade nesse processo.
É fundamental que a população participe e vote, além de atuarem na proteção de crianças e adolescentes em casos relacionados a violência ou negligência, que são atribuições mais conhecidas do público em geral, os conselheiros são responsáveis pela fiscalização de políticas públicas voltadas à infância e juventude. Por exemplo: devem inquirir o Município quanto à existência de vagas suficientes nas escolas públicas (educação infantil e ensinos fundamental e médio), atentar para questões de acessibilidade no caso de crianças e adolescentes com deficiência, cobrar o devido atendimento de saúde para crianças e adolescentes na rede pública, exigir que a cidade ofereça alternativas de lazer a esse público (atividades culturais e esportivas), verificar se a merenda das escolas está adequada, entre outras funções.
Os conselheiros também devem assessorar as gestões municipais e estadual - o Poder Executivo - no tocante ao orçamento dirigido a área da infância e juventude, atendendo o princípio da prioridade absoluta garantido a programas voltados a crianças e adolescentes, conforme dispõe a legislação vigente. "A gama de atividades de responsabilidade do conselheiro tutelar é muito grande. Por isso é importante que sejam eleitos candidatos que tenham experiência na área, que sejam de fato comprometidos com a efetivação de direitos e a proteção das crianças e adolescentes e que efetivamente representem a diversidade de suas comunidades, bem como se comprometam a atuar dentro do que é previsto na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente.
O Conselho Tutelar é um órgão permanente e autônomo, com representação em todas as cidades brasileiras, dirigido a zelar pelo cumprimento da legislação que trata de direitos das crianças e dos adolescentes. Os conselheiros tutelares são representantes da sociedade civil, eleitos a cada quatro anos e remunerados para desempenharem suas funções junto aos Conselhos, no âmbito do que dispõe a Lei Federal 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). 
Adeilton Leal Santos - Bozó, é servidor público por profissão, Blogueiro por opção e está vereador pelo PODEMOS no município de Gandu - Ba



Wenceslau Guimarães – Prefeito Participa de audiência na SESAB




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Nesta quarta-feira (02), o prefeito Kaká (PRB), participou de uma audiência na sede da Secretaria de Saúde do Estado (SESAB), ao lado do deputado estadual Dal (PP). Em pauta, a liberação de um convênio que vai garantir a aquisição de uma ambulância 0 KM para o município. Tanto o prefeito, quanto o parlamentar, agradecem ao Governo do Estado por atender a reivindicação que trará melhorias significativas nos serviços em saúde oferecidos à população.

Itamari - Dia do idoso é marcado pelo projeto Hiperdia



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O Núcleo de Apoio a Saúde da Família - NASF, deu início ao projeto Hiperdia (hipertensão e diabetes) , em comemoração ao Dia do Idoso. O objetivo é conscientizar a comunidade sobre a importância dos hábitos de vida saudável. Todas as quartas-feiras, o projeto será acompanhado pela Educadora Física , Jeane Braga, com atividades físicas e uma orientação alimentar pela nutricionista, Inês Andrade.
Os pacientes passaram por uma triagem , medindo a pressão e a glicemia , além da avaliação nutricional.
"Juntos vamos lutar para garantir o combate a hipertensão e os diabetes." - Garantiu a Coordenadora do Nasf , Clarissa Fahning.

Prefeitura Municipal de Itamari
Trabalhando por Você!


Fapesb realiza primeira reunião ordinária do Conselho Curador




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A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) realizaram, nesta quinta-feira (3), a primeira reunião ordinária com os novos membros do Conselho Curador da Fundação, no Espaço Lazareto, localizado na Federação. Na pauta, além da posse dos titulares e suplentes, a aprovação do calendário de reuniões e das contas de exercícios anteriores.
A presidente do Conselho, secretária Adélia Pinheiro, esteve acompanhada de sua suplente, a Chefe de Gabinete da Secti, Mara Souza. A secretária destacou a realização da Conferência Estadual de CT&I, cujo objetivo é elaborar a nova Política Estadual do setor. Também foram mencionadas as Conferências Macroterritoriais/Regionais que irão eleger delegados subdivididos em 5 seguimentos: institutos de ciência e tecnologia (acadêmico), governo, empresas, representações do setor (exemplo: Sebrae, Fieb) e sociedade civil organizada.
Durante o encontro também foi destacada a importância de discutir demandas do setor em um momento de instabilidade no que diz respeito ao questionamento da utilidade da academia e da relevância do desenvolvimento científico e tecnológico. Ao longo da reunião, foram apresentadas as pautas a serem dialogadas com espaço para manifestações dos conselheiros, bem como a apresentação de cada um deles.
O diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), Márcio Costa, celebrou o fato de estar reunido com os diversos representantes da área acadêmica do estado, após uma pausa na rotina do Conselho. “Estar nesta reunião de posse para discutir e deliberar demandas do setor é um papel importante da Fundação no fomento da área de ciência, tecnologia e inovação. Desejo boas-vindas a todos”, concluiu.


Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
Assessoria de Comunicação
Coordenador Erick Issa


Nova regra eleitoral impulsiona número de candidaturas – parte l



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A um ano das eleições municipais de 2020, aumenta a movimentação interna nos partidos por candidatos a prefeito e de políticos por legendas com capacidade financeira para custear campanhas. A partir do ano que vem, novas regras eleitorais devem resultar em um número maior de candidaturas. Só São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte já somam ao menos 26 cotados para a disputa de prefeituras. Ao vetar a possibilidade de coligações proporcionais, o Congresso impediu que legendas sem nomes fortes na urna peguem "carona" em puxadores de voto de outros partidos, em prática que ficou conhecida como "efeito Tiririca" - emreferência ao deputado federal do PL paulista. Já a cláusula de barreira, em vigor desde o ano passado, estabelece um desempenho eleitoral mínimo para que políticos tenham acesso ao fundo partidário e ao tempo gratuito de rádio e televisão.
Ao todo, 14 partidos não conseguiram passar por essa barreira no pleito do ano passado, perdendo, assim, acesso à verba pública destinada para custear as campanhas - nove com representação na Câmara. De lá pra cá, legendas incorporaram outras, como estratégia para "crescer", ou liberam seus deputados a sair. Rafael Greca, de Curitiba, deixou o PMN e foi para o DEM. O mesmo caminho foi seguido pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que trocou o PHS pelo PSD. Em ambos os casos, as siglas anteriores não atingiram a cláusula de barreira. E essa lista pode aumentar ano que vem, quando a janela partidária permitirá uma nova leva de trocas partidárias.
"Quem foi eleito por um pequeno partido vai tentar buscar partidos maiores para concorrer, para ter verba para campanha. A não ser que o candidato tenha recursos próprios para se bancar sozinho", afirmou o PhD em ciência política e professor da UFMG Felipe Nunes.
Com a esperada "pulverização" dos votos em função do fim das coligações proporcionais, outras consequências prováveis no pleito de 2020 são um aumento do número de eleições definidas em segundo turno - a legislação prevê o pleito em duas fases em municípios com mais de 200 mil eleitores - e o fortalecimento de quem já tem mandato. Entre as capitais, 14 dos 26 prefeitos podem tentar a recondução ao cargo. Segundo o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, os candidatos a prefeito vão assumir papel ainda mais estratégico nos partidos. "Se um candidato a prefeito for fraco, isso pode resvalar na candidatura de vereadores com boas chances de eleição."
Continua  a seguir...

Nova regra eleitoral impulsiona número de candidaturas – parte ll


Para o prefeito de Salvador (em segundo mandato) e presidente do DEM, ACM Neto, o novo cenário "aumenta o estímulo para que o partido lance o maior número possível de candidatos a prefeito e vereador em todo o Brasil". A sigla, que se diz "totalmente favorável ao fim das coligações", acredita que o maior impacto da mudança virá em 2022, com a diminuição do número de partidos. "Permaneceriam, assim, só os partidos fortes e com capilaridade", disse. O presidente do Cidadania, Roberto Freire, acredita que o processo de voto passará por uma reeducação a partir das novas regras. Para ele, o eleitorado terá mais discernimento sobre os partidos.
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Na mesma linha, o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, fundador e atual presidente do PSD, diz que o fim das coligações proporcionais e as cláusulas de desempenho farão com que os partidos tenham cada vez mais projetos com linha programática clara. Segundo ele, ainda que as novas regras diminuam a quantidade de legendas no futuro, a tendência é que elas sejam muito mais fortes e consolidadas.
O PSDB, também a favor do fim das coligações, planeja ter candidatos próprios no maior número de cidades que conseguir. A perspectiva da legenda, que detém a maior quantidade de prefeitos em capitais do País (8, no total), é de que haverá concentração de mandatos em um número ainda menor de partidos.
Ideologia:
Já Luciano Bivar, presidente do PSL, afirma que a posição ideológica bem definida de seu partido fará com que a sigla tenha menos dificuldades com a mudança. A expectativa é que o presidente Jair Bolsonaro participe da escolha dos nomes que representarão a sigla em 2020. Para a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, a nova configuração não afeta tanto a política de candidaturas do partido. "A mudança fortalece legendas que têm organicidade e uma linha programática clara", disse a deputada federal.
João Amoêdo, presidente do Novo, é o único líder partidário ouvido pelo Estadão crítico à emenda. "A alteração, mais uma vez, ataca o sintoma, não o problema. Os partidos deveriam ser livres para se coligarem se tiverem pautas semelhantes, embora o façam basicamente para agregar tempo de propaganda eleitoral 'gratuita' ou por conta de interesses eleitorais locais", afirmou ele. Ainda assim, segundo Amoêdo, deveria caber ao eleitor vetar esse procedimento nas urnas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.