O STJD puniu Flamengo e
Palmeiras pela briga entre seus torcedores no Mané Garrincha, em Brasília.
Ambos levaram multa e perderam um mando de campo, mas a pena aplicada ao Verdão
foi mais severa porque o tribunal considerou que foi a torcida alviverde a
responsável por iniciar o tumulto. O Palmeiras foi punido com a perda de um
mando de campo, além de ter de jogar esta partida com portões fechados. O clube
ainda tomou multa de R$ 80 mil. O Flamengo foi multado em R$ 50 mil e perdeu um
mando, mas sem os portões fechados. Os dois clubes têm o direito de entrar com
recurso.
O resultado foi lamentável.
O infrator acabou beneficiado, Eles não estão preocupados se o clube que eles
torcem foi prejudicado ou não. O tribunal se ateve ao texto da lei, que precisa
ser revista. Ela foi feita no tempo em que as rendas eram de R$ 100 mil, R$ 200
mil. Hoje, a punição é de quase R$ 2 milhões. É desproporcional. Só podemos
lamentar - afirmou o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, logo após o anúncio
do resultado. Nobre fez questão de vir ao Rio nesta segunda-feira para usar
como argumento o fato de que cortou relações com as organizadas. O presidente
protagonizou um fato curioso ao, assim que a sessão acabou, estendeu os
argumentos à comissão, dizendo que os torcedores ficam mais satisfeitos por
entenderem que "ferraram o Nobre".
Agora, a CBF vai apontar em
qual jogo do Brasileirão o Palmeiras e Flamengo vão cumprir as punições. O
Rubro-Negro não poderá mandar jogo em Brasília e no Rio. Já o Verdão poderá
usar o Allianz Parque, mas sem a presença de torcida. A tendência é que o jogo
do Fla a ser afetado seja contra o Fluminense.
O zagueiro César Martins
acabou sendo punido com um jogo - já cumprido - porque fez uma grande defesa,
com as mãos, para evitar o que seria o gol de Gabriel Jesus.
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