segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Apesar de conselhos de Lula e PT, Dilma não deve mudar agenda econômica
Apesar dos ataques do
comando do PT à agenda econômica do Planalto e da conversa de Lula para que
defina de que lado está, Dilma Rousseff não dá sinais de que poderá ceder.
Segundo a coluna Poder, da
Folha de S. Paulo, aliados da presidente avaliam que, com uma aprovação na
faixa dos 10%, é preferível investir em uma medida impopular, mas estruturante,
como a reforma da Previdência, do que acatar as propostas do partido, que, na
sua opinião, não ajudam o país a sair da crise.
Dilma deve investir na
agenda internacional. Além da Cúpula de Segurança Nuclear, em Washington, ela
deve ir duas vezes à ONU, em Nova York, em abril, para participar da assinatura
do acordo climático de Paris, além de estar presente uma sessão especial de
combate às drogas.
América Latina vive o fim da era dourada da esquerda no poder – Parte l
A derrota de Evo Morales no
referendo boliviano, a quem muitos viam como o último moicano da esquerda
bolivariana, marca uma mudança de ciclo evidente na América Latina, que começou
com a vitória de Mauricio Macri na Argentina. Depois de anos de grande
crescimento e inclusão social, a crise econômica e uma sociedade
latino-americana nova, com gerações exigentes que demandam mais e melhor
democracia e não toleram a corrupção nem o poder absoluto, estão derrubando um
a um quase todos os Governos da região.
A Argentina viveu o início
do eixo bolivariano, com a reunião de Mar del Plata de 2005, que marcou uma
década de afastamento dos EUA e de políticas contrárias à ortodoxia econômica.
O país austral também marcou o final, com a derrota do kirchnerismo em novembro
passado, depois de 12 anos no poder. Só três semanas depois foi a vez das
eleições na Venezuela, que representaram o princípio do fim do chavismo no
poder com a conquista de dois terços do Parlamento pela oposição. Agora a
Bolívia também diz não à continuidade de Morales depois de 2019. O presidente
equatoriano, Rafael Correa, também com problemas, anunciou que não tentará a
reeleição em 2017. E em poucas semanas,
em abril, o Peru deve concluir o ciclo com a saída de cena de Ollanta Humala e
o provável regresso de um Fujimori ao poder.
O Brasil, por outro lado,
vive uma crise política econômica e política permanente, e o Partido dos
Trabalhadores, que governa o país há quase 13 anos, corre sérios riscos de não
fazer um sucessor para a presidenta Dilma Rousseff em 2018, quando o
ex-presidente Lula, que governou o país de 2003 a 2010, poderia se candidatar
novamente. Mas, denúncias de corrupção ininterruptas na mídia que atingem o próprio
Lula e outros membros do partido, além de uma recessão que já entra no seu
segundo ano, reduzem as chances de que esse intento seja bem-sucedido.
Algo parece evidente: na
América Latina há correntes de fundo. Nos anos noventa triunfou o liberalismo. O
início do século XXI chegou com um forte grito anti-neoliberal. Agora há uma
guinada à direita? Ninguém parece corroborar com essa tese. Os dados indicam,
na verdade, que os cidadãos latino-americanos, sobretudo as novas gerações,
depois de conseguir uma maior inclusão social e um aumento da classe média,
querem mais, e se tornaram muito críticos com o poder. Reconhecem as conquistas
de seus Governos mas não se conformam.
Continua a seguir...
América Latina vive o fim da era dourada da esquerda no poder – Parte ll
Morales, por exemplo, tem
boa avaliação, poderia ganhar as eleições, mas quando esta semana perguntou-se
se a população lhe permitiria mais uma reeleição, a ideia foi rechaçada com
51,3%. Querem mudança. Na Argentina, aconteceu algo parecido. Cristina
Fernández de Kirchner tinha uma alta avaliação, mas, quando quis mudar a
Constituição para poder continuar, perdeu em 2013 as eleições intermediárias,
propostas quase como um plebiscito. Os dados indicam, na verdade, que os
cidadãos latino-americanos, sobretudo as novas gerações, depois de conseguir
uma maior inclusão social e um aumento da classe média, querem mais, e se
tornaram muito críticos com o poder.
Em todos os países há uma
linha comum: os protestos exigem maior transparência, luta contra a corrupção e
uma troca geracional. A Bolívia foi o país com maior crescimento econômico do
eixo bolivariano. No entanto, como aconteceu a seus correligionários, diante do
enfrentamento da economia e do surgimento de casos de corrupção, optou por
defender-se recorrendo a um discurso do qual os cidadãos parecem já cansados:
uma conspiração orquestrada pelos EUA.
O fim da década dourada das
matérias-primas também tem muito a ver com esta mudança de ciclo. As economias
latino-americanas cresceram, entre 2003 e 2012, acima de 4%, segundo dados da
CEPAL. Desde os anos sessenta, a região não registrou um período tão intenso.
No entanto, as previsões do Fundo Monetário Internacional destacam que a
economia latino-americana acabará 2016 com uma recessão do 0,3%. A queda das
matérias-primas é a principal causa. Entre 2011 e 2015, a queda dos preços dos
metais e da energia (petróleo, gás e carvão) foi de quase 50%, segundo a CEPAL.
Só em 2015, os produtos energéticos caíram 24%.
Estes anos de bonança e
Governos de esquerda mudaram muitas coisas no continente. Durante a década de
ouro, entre 2002 e 2012, os níveis de pobreza caíram de 44% para 29%, enquanto
que os de pobreza extrema diminuíram de 19,5% para 11,5%, com um aumento
considerável das classes médias. Também houve um aumento notável do gasto
público. E isso implicou em inclusão social. Uma amostra: entre 1999 e 2011,
segundo a Unesco, o nível de escolarização inicial passou de 55% a 75%. No
entanto, os cidadãos não se conformam. Querem mais e melhor. E tudo indica que
quase nenhum Governo ficará em pé diante desta onda.
Por Carla Jiménez
Graviola – A fruta dos diabéticos

Graviola é uma planta
originária das Antilhas, onde se encontra em estado silvestre. É conhecida em
quase todo o nosso país, embora seja mais comum nas regiões quentes e úmidas;
na Amazônia, ela nasce de forma espontânea, sendo cultivada principalmente nos
estados do Nordeste. É cultivada também no México e na Flórida (USA).
Encontra-se na Índia e África tropical.
Existem relatos antigos do
uso desta planta com fins medicinais, pelos índios dos Andes e da Amazônia.
Para problemas respiratórios na forma de chá e para verminose as sementes
esmagadas eram deglutidas. Hoje, suas propriedades terapêuticas são
reconhecidas, sendo a principal hipotensora, devido a sua ação diurética, mas
existem muitas outras, como antiinflamatória, antireumática, antiespasmódica e
antitussígena. Doutor Flávio Rotman em seu livro “A cura popular pela comida”,
se refere como um efeito exótico da graviola, o hipoglicemiante, mas outros
autores citam esta indicação sem nenhuma estranheza.
O sabor da graviola para
alguns, é muito adocicado, mas outros a apreciam dizendo que traz um sabor
especial a salada de frutas. No entanto, é simplesmente deliciosa sobre a forma
de refrescos e sorvetes. Recomenda-se que seja
consumida quando bem madura. O suco tem efeito medicinal destacado nos
estados febris e também em caso de diarréia, devido ao alto teor de vitamina C
encontrado nos frutos. No caso de bronquites e tosses resistentes, o chá por
decocção das flores e brotos é o mais indicado.
Em 1997 surgiu na imprensa
mundial a notícia de que médicos americanos estariam usando o chá de folhas da
graviola associado ao tratamento quimioterápico, com a finalidade de aumentar o
efeito desta terapia, admitindo que o chá agia diminuindo a resistência das células
cancerosas às drogas. Embora esteja sendo divulgado, ainda não houve
comprovação científica desta ação, devido à dificuldade encontrada de isolar um
princípio ativo da planta que repetisse o mesmo efeito esperado em animais
doentes, sendo assim impossível sintetizá-lo quimicamente. Na literatura de
fitoterapia existem trabalhos com graviola desde 1976, nos quais já foram
isolados mais de quatorze compostos denominados annonácios, mas quando
utilizados isoladamente não reproduzem o efeito esperado que é a atividade
anticancerígena.
Texto do Jornal Corpo Mente
- Feira de Santana – BA
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Mensagem de Reflexão - Saber Viver
Não sei se a vida é curta ou
longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido,se não tocarmos o
coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silencio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que acaricia,
desejo que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro
mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não
seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira,
pura enquanto durar.
Feliz aquele que transfere o
que sabe e aprende o que ensina.
(Cora Coralina)
Contos & Causos - Sobretudo do seu Nascimento
Esta, aconteceu lá pelos
idos de 1900 em guaraná de rolha na localidade de Ulha Negra, até então
município de Bagé. Na estação da viação férrea do lugar, o agente ferroviário
era o Sr. Nascimento, índio velho criado a campo e que por força política foi
parar no cargo.
O trem costumava passar pela
estação por volta de 15:00h, todos os dias; e em pleno mês de dezembro neste
horário o trem estava ali parado, o calor era insuportável e o seu Nascimento
estava vestindo um capote de lã, comprado no Uruguai, e por baixo do quepe
vermelho e do dito capote o suor corria. Chegou então um conhecido de seu
Nascimento e perguntou:
- Pelo amor de Deus seu
Nascimento, o Sr. não está com calor ?
- Tô que não me aguento mais
índio véio.
- E porque então não tira o
capote?
- Não posso.
- Não pode por quê? A
bombacha está rasgada?
- Não, é ordi.
- Mas que ordem é esta seu
Nascimento?
- Pois como eu sei que tu
sabe lê eu vô te mostrá.
Puxou do bolso então uma
circular da viação férrea e entregou ao amigo, que leu.
"Fica determinado que a
partir desta data, todo o funcionário e agente ferroviário, deverá usar
uniforme, sobretudo em horário de passageiros."
Enviado pelo leitor, Amândio Reis ( Vitória da Conquista Ba)
Empréstimos é resultado da má gestão do governo do PT, diz Sandro Régis
O líder da oposição na Alba,
deputado Sandro Régis (DEM) deixou claro que se posicionará contra aos projetos
enviados pelo Executivo à Assembleia
Legislativa, pedindo autorização para contratar
novos empréstimos. São na verdade três Projetos de Lei que já se
encontram em tramitação em caráter de urgência na Alba, um de 300 milhões de
dólares, enviado no dia 19 desse mês e os outros dois enviados nesta
quinta-feira, 25, sendo um de 150 milhões de euros e o outro de 200 milhões de
dólares, totalizando nada menos que R$ 2,5 bilhões.
"O que entendemos
claramente é que por conta da falta de planejamento financeiro, o governo quer
sair com o pires na mão contratando operação de crédito em bancos nacionais e
estrangeiros para cobrir os rombos da má gestão dos 9 anos do governo
petista", disse Sandro Régis, lembrando que em outubro de 2015 foi
aprovado na Alba, com voto contrário da oposição, um projeto de lei autorizando
o Executivo a fazer empréstimo junto ao BIRD, no valor de US$ 400 milhões.
"O que aconteceu com essa operação de crédito? " questionou o líder,
observando que o governo recentemente contingenciou por decreto, R$ 600 milhões
originários da fonte de recursos de operação de crédito externo e agora,
contraditoriamente, solicita novos empréstimos destinados aos mesmos programas.
"Isso só comprova a
falta de planejamento de um governo que parece cego em tiroteio", disparou
o democrata, frisando que a oposição sempre se colocou contra a projetos de
empréstimos em regime de urgência, sem discussão nas comissões técnicas e sem a
apresentação de um plano de trabalho mostrando onde os recursos serão, de fato,
aplicados. " É a casa Legislativa emitindo cheque em branco ao poder
Executivo", concluiu.
Ascom Liderança da Oposição
Carros abandonados nas ruas são recolhidos pelo Detran
Mais três carros abandonados
foram recolhidos pela Operação Cidade Limpa, do Departamento Estadual de
Trânsito (Detran-BA), nesta quinta-feira (25). Lixo e folhas secas estavam
acumuladas dentro do primeiro veículo levado pelos agentes. Debaixo, uma
garrafa de água mineral e uma embalagem plástica podiam acumular água e se
tornar um criadouro para o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika
e chikungunya. Os carros foram encontrados em Mussurunga, próximo à Avenida
Paralela, em Salvador, após denúncia de uma associação com cerca de 250
moradores. Segundo o major Luide Souza, coordenador da operação, o objetivo é
tirar das ruas da cidade veículos em situação de abandono. “As pessoas devem ligar
para os telefones (71) 3116-2254 ou 3116-2430. Caso se trate de condomínio, é
necessária a autorização do gestor. Nós mandamos uma equipe para fazer o
reconhecimento e, se for constatado que o carro está em estado de abandono e se
trata de ameaça à saúde pública, no dia seguinte outra equipe vai fazer o
recolhimento”.
Quem possuir um veículo que
não tem mais utilidade deve retirar as placas, providenciar o recorte do
chassi, procurar o Detran e pagar todas as taxas e impostos. Desta forma, ele
estará pronto para o descarte em um ferro velho. “O carro abandonado continua
gerando taxas e impostos - principalmente o IPVA -, que podem gerar problemas
de protesto em cartório e negativação no Serviço de Proteção ao Crédito, além
do pagamento de R$ 49 de taxa e outros R$ 150 do guincho”, explica o major.
Jeferson Júnior vive no
local e acredita que política da boa vizinhança não é deixar de reclamar, mas
cuidar para que as pessoas vivam com saúde. “Um carro desses pode trazer riscos
para crianças, que brincam por aí e podem se machucar e pegar tétano, ou mesmo
acumular água parada, onde o mosquito se reproduz. Com ele, vem a dengue, a
zika e a chikungunya, para contaminar as pessoas”.
Proprietário de um carro que
fica muito tempo parado e é usado apenas para socorro, Jeferson explica o que
faz neste caso. “Eu sempre estou de olho para ver se os pneus estão furados,
vejo se está acumulando água dentro ou fora do carro, pois quando fica parado
acaba dando vazamento. E sempre dou uma volta, aí os vizinhos veem que o carro
não está abandonado e fica também mais conservado”.
Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo
da Bahia
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