O presidente do Senado,
Renan Calheiros (PMDB-AL) disse em conversa gravada pelo ex-presidente da
Transpetro Sérgio Machado que apoia uma mudança na lei que trata da delação
premiada a fim de impedir que um preso se torne delator, revelou nesta
quarta-feira (25) o jornal “Folha de S.Paulo”.
Renan sugeriu que, após
enfrentar esse assunto, também poderia “negociar” com membros do STF “a
transição” de Dilma Rousseff. Desde março, temendo ser preso, Machado, que é
alvo da operação Lava-Jato, gravou pelo menos duas conversas com Renan. O
ex-presidente da Transpetro negocia um acordo de delação premiada.
Machado também gravou o
senador Romero Jucá (PMDB-RR), empossado ministro do Planejamento no governo
Temer. A revelação das conversas levou à exoneração de Jucá.
Diálogos - Em um dos
diálogos com Renan, Machado sugeriu “um pacto”, que seria “passar uma borracha
no Brasil”. Renan responde: “antes de passar a borracha, precisa fazer três
coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer
delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação”.
A mudança defendida por
Renan poderia beneficiar Machado. O ex-presidente da Transpetro procurou Jucá,
Renan e o ex-presidente José Sarney (PMDB) porque temia ser preso e virar réu
colaborador.
Toda Bahia
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