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sábado, 1 de novembro de 2014

Sem reação firme, GM e Volks ampliam 'layoff'



O desempenho da indústria automobilística em outubro reforçou sinais dados desde setembro de que a crise no setor deixou de piorar, interrompendo quedas no comércio de veículos que chegaram a alcançar dois dígitos durante o ano. Porém, os números seguem sem indicar uma reação consistente do mercado, o que leva montadoras a adotar novas medidas para ajustar a produção. Segundo informações do sindicato da região, a General Motors (GM) vai, a partir de 10 de novembro, afastar 850 operários da fábrica de São Caetano do Sul (SP) em esquema de "layoff". Previsto na legislação trabalhista, o instrumento permite manter trabalhadores afastados da produção por até cinco meses.
Já na segunda-feira, o segundo turno da Volkswagen em São José dos Pinhais, no Paraná, inicia dez dias de férias coletivas, ao mesmo tempo em que novo grupo de 150 operários da fábrica - conforme número do sindicato - entra em "layoff", em substituição a outra turma, de mesma quantidade de empregados, que acaba de voltar ao trabalho. Também no Paraná, na mesma cidade onde a Volks está instalada, a Renault programou para novembro mais quatro dias de parada de fábrica, de acordo com o sindicato local.
Nenhum porta-voz da GM e da Renault foi encontrado para comentar as informações dos sindicatos. A Volks, por sua vez, confirmou o novo "layoff", assim como as férias do segundo turno de produção na unidade paranaense.
Até quarta-feira, a dois dias do fechamento do mês, as vendas de veículos no país caíam 2,1% na comparação com outubro de 2013, somando 280,4 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Em relação ao mês passado, os licenciamentos estão praticamente estáveis, com leve alta de 0,5%. Mas esse percentual vai subir até o fechamento do mês porque outubro tem um dia a mais de venda do que setembro. Pela primeira vez em nove meses, o mercado deve ultrapassar a barreira de 300 mil veículos vendidos. A última vez que isso aconteceu foi em janeiro, quando os licenciamentos somaram 312,6 mil unidades. Mas na época o consumo tinha sido puxado por automóveis em estoque com alíquotas mais baixas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). As montadoras, contudo, cortam a produção porque, além da demanda doméstica fraca, o setor acumula alto nível de estoques e vem registrando forte queda nas exportações à Argentina.

ASCOM Força Sindical



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