Durante o seu segundo
depoimento na delação premiada, Marcelo Odebrecht confirmou à Lava Jato o
pagamento de R$ 10 milhões ao PMDB, a pedido do presidente Michel Temer. A
afirmação já havia sido feita pelo ex-diretor da empreiteira, Cláudio Melo
Filho.
O dinheiro, segundo Marcelo,
foi solicitado durante jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, com a
presença de Temer, então vice-presidente, e do hoje ministro da Casa Civil,
Eliseu Padilha.
Segundo a Folha de S. Paulo,
as oitivas de Marcelo devem durar ao menos três dias.
Marcelo, no entanto, não deu
detalhes sobre a operacionalização do dinheiro que, de acordo com Melo Filho,
foi feita por Padilha.
Temer, Padilha e Yunes negam
ter praticado qualquer tipo de irregularidade e a empreiteira não se manifesta
sobre o teor dos acordos.
Ainda segundo a Folha, os
relatos apresentados aos procuradores informam que Marcelo era o responsável
por tratar dos assuntos da empreiteira com a alta cúpula do Executivo, ou seja,
a Presidência da República. Já Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de
Relações Institucionais da Odebrecht, fazia a ponte com o Legislativo.
Marcelo Odebrecht está preso
em Curitiba, desde 19 de junho de 2015. Sua pena será de dez anos, sendo mais
um em regime fechado.
Bastidores do Poder
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