“Além da queda, coice”.
Assim avalia o deputado federal José Carlos Aleluia a decisão da Petrobras de
suspender os investimentos de extração de petróleo na Bahia. De acordo com ele,
o governador Rui Costa teria desistido da liminar que impedia a venda da
Gaspetro para a japonesa Mitsui, porque o presidente da estatal, Aldemir
Bendine, lhe garantira, por meio de ofício, a manutenção dos investimentos no
estado. “E agora, Rui, como é que se explica essa medida da petroleira?”.
Aleluia lembra que a
Procuradoria Geral do Estado, no final do ano passado, acionou o Tribunal de
Justiça da Bahia (TJ-BA) contra a venda da subsidiária da Petrobras à
multinacional japonesa, sob alegação de interesse público e preocupada com os
efeitos da aquisição sobre o controle da Bahiagás. O TJ-BA concedeu liminar,
suspendendo o negócio, mas, após receber o ofício da presidência da estatal, o
governo baiano desistiu do processo.
“Cadê o interesse público,
Rui? Qual foi mesmo a razão de vossa excelência ter desistido da liminar do
TJ-BA?”, questiona Aleluia. Para o parlamentar baiano, o que houve de fato foi
a recuada inócua do governo baiano e a desistência da Bahia pela Petrobras. “O
nosso governador caiu no conto do Bendine, prejudicando os interesses do Estado
da Bahia”, assinala o presidente estadual do Democratas.
Por outro lado, observa
Aleluia, uma ação popular, movida pelo membro da executiva estadual do
Democratas, José Gama, foi acatada pelo juiz federal João Paulo Pirôpo de
Abreu, de Paulo Afonso, que concedeu liminar suspendendo a suspeita negociação
de R$ 1,9 bilhão entre a Petrobras e a Mitsui.
“Em nova decisão, o
magistrado federal manteve os efeitos da liminar e indeferiu o pedido da
Petrobras de manter em segredo de justiça à documentação relativa à venda de
49% do controle acionário da Gaspetro para a multinacional japonesa. Rui Costa
precisa aprender como se defende o interesse público”, diz Aleluia.
Ascom Democratas
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