A Polícia Federal (PF)
prendeu, nesta segunda-feira (3), o ex-ministro José Dirceu na 17ª fase da
Operação Lava Jato. O mandado contra ele é de prisão preventiva – por tempo
indeterminado. Segundo a PF, Dirceu foi detido em casa, em Brasília. Ele é
suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro. Dirceu já havia sido condenado no
processo do mensalão do PT por corrupção ativa. Desde novembro do ano passado,
ele cumpria a pena de 7 anos e 11 meses em regime domiciliar. No mensalão, ele
foi apontado como o mentor do esquema de compra de apoio político operado no
Congresso Nacional durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva.
Agora, os investigadores
querem saber se a empresa de consultoria do ex-chefe da Casa Civil, a JD
Consultoria, prestou serviços a empresas que desviaram dinheiro da Petrobras ou
se os contratos eram apenas uma maneira de disfarçar repasses de dinheiro
desviado da estatal do petróleo. O irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e
Silva, preso nesta segunda (3) em Ribeirão Preto, era sócio dele na JD. Em
janeiro, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato
na primeira instância, decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal da JD Consultoria,
empresa de Dirceu, e do próprio ex-ministro da Casa Civil, depois de as
investigações revelarem pagamentos de companhias ligadas ao esquema de
corrupção para a consultoria do petista. A JD Consultoria faturou R$ 29 milhões
em contratos com cerca de 50 empresas nos últimos nove anos, segundo
informações da defesa do ex-ministro. A empresa declarou que os contratos com
as construtoras não têm qualquer relação com os contratos sob investigação da
Petrobras, e que os depósitos da JAMP Engenharia são referentes a um trabalho
de consultoria.
Em depoimento à PF, o
ex-dirigente da Toyo Setal Júlio Camargo, outro delator da Lava Jato, contou
que Dirceu usou “diversas vezes” seu avião após ter deixado o comando da Casa
Civil, em 2005. Camargo também relatou às autoridades que o petista interveio
junto ao ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli para que a
multinacional japonesa Toyo garantisse contratos com a petroleira.
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