O rompimento do governador Rui Costa (PT) com o PDT,
anunciado ontem pela manhã, foi o auge da crise interna que levou o partido a
uma disputa fratricida e à demissão da secretária de Agricultura, Fernanda
Mendonça, apenas 20 dias depois da posse.
Além de expor a queda de braço entre os dois principais
líderes da legenda na Bahia – o presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, e o
deputado federal Félix Mendonça Júnior, que comanda a sigla no estado o fim das relações de Rui com o PDT mostra
claramente a disposição do petista em antecipar os movimentos no xadrez
eleitoral de 2016.
“Fomos ao presidente nacional, Carlos Lupi, explicitamos a
ele a posição política do novo governo, de que era preciso escolher um lado.
Nós somos abertamente adversários do prefeito de Salvador (ACM Neto, do DEM) e
avisamos que não dá para estar com os dois ao mesmo tempo”, afirmou o
secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, que comunicou a ruptura a
Félix Júnior em um telefonema ontem pela manhã. “Eles queriam algo mais que a
gente não pode dar”, disse Félix, ao se referir à imposição de Rui para que o
PDT deixasse os cargos na prefeitura.
Escreve Jairo Costa Júnior, Coluna Satélite / Correio*
Nenhum comentário:
Postar um comentário