A candidata do PSB ao senado
pela Bahia, Eliana Calmon, terceira colocada no pleito com mais de meio milhão
de votos, participou, em Brasília, de uma reunião com os seis partidos que
integraram a coligação da candidata Marina Silva (PSB) à Presidência da República.
Na reunião com a Rede Sustentabilidade, futuro partido da candidata Marina
Silva e de Eliana Calmon, a ministra declarou seu apoio ao candidato tucano
Aécio Neves. “Seria absurdamente incoerente voltar a defender um conceito que
tirou o PSB do Governo e o fez caminhar até aqui”, completou. “Vou assumir a
posição da Rede Sustentabilidade e do PSB nacional. Se Marina Silva e Eduardo
Campos saíram do PT para criar um novo caminho, não há como apoiar esse
projeto”, analisou Eliana ao ressaltar que Marina e Eduardo deixaram o Partido
dos Trabalhadores por não concordar com os rumos tomados pelo grupo. Segundo a
ministra Eliana Calmon, o apoio à candidatura Aécio não significa adesão ao
programa tucano. “Somos a favor da alternância de poder”, diz Eliana Calmon.
Durante a reunião, as lideranças da Rede defenderam sua proposta contra a
redução maioridade penal e o estabelecimento de políticas sociais progressistas
e de respeito ao meio ambiente. “Quanto ao plano de Governo, não desistiremos
do nosso plano. Lutaremos pelos nossos ideais”, disse. Descartando a posição de
neutralidade, a ministra ressaltou o seu posicionamento no segundo turno das
eleições presidenciáveis. “Por decisão da executiva nacional os diretórios que
não se sentirem confortáveis com a decisão, podem optar pela neutralidade. Mas
eu não nunca fui neutra na minha vida não vai ser agora. Sempre assumi posição
e a minha posição é a de apoiar Aécio Neves no segundo turno para presidente do
Brasil”, finalizou.
O deputado Walter Feldman
divulgou uma carta de Marina na qual a candidata sustenta que vai aguardar
manifestação de Aécio para que ela se pronuncie em momento oportuno. Cinco
partidos da coligação (PSB, PPS, PRP, PHS, PSL) anunciaram apoio ao candidato
do PSDB no segundo turno da sucessão presidencial.
Escreve Política Livre
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