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terça-feira, 13 de maio de 2014

Crise nas montadoras afeta Brasil e Argentina


No país vizinho, empresas afastam funcionários alegando queda nas vendas para o mercado brasileiro. Nos primeiros dias de maio, a fábrica da Peugeot-Citroën, na província argentina de Córdoba, comunicou o afastamento temporário, mas por tempo indeterminado, de mil trabalhadores. Dias antes, outros 1.100 tiveram seus contratos de trabalho suspensos pelas empresas automobilísticas Iveco e Renault, também em Córdoba. Depois, vieram medidas similares na Fiat e na Volkswagen. Trabalhadores do setor estão em estado de alerta e afirmam que a crise em que estão mergulhadas as montadoras na Argentina se deve a uma somatória de motivos, entre eles, a drástica queda das exportações de automóveis para o mercado brasileiro. Dos dois lados da fronteira, o setor é o mais castigado pela expressiva deterioração do comércio entre os principais sócios do MERCOSUL. No Brasil, as montadoras também se queixam do freio na economia doméstica e das quedas nas exportações para a Argentina, que levaram as empresas a afastarem centenas de trabalhadores.
Em abril deste ano, o comércio bilateral entre Brasil e Argentina recuou 24%, em relação ao mesmo período do ano passado. E o setor mais afetado é justamente a indústria automobilística. Estamos profundamente preocupados, a crise de nosso setor também se deve à queda das vendas no mercado interno. Mas a retração das exportações para o Brasil é uma péssima notícia para nós, disse Fabian Basile, trabalhador da fábrica da Volkswagen, em Córdoba. No primeiro bimestre de 2014, as importações brasileiras de automóveis da Argentina caíram 14,3% em relação ao mesmo período do ano passado, ao contrário das aquisições de carros de outros mercados, tendência que levou o ministro da Economia, Axel Kicillof, a queixar-se com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, em recente encontro, em Buenos Aires. Entre janeiro e fevereiro, as importações de automóveis da China e da Alemanha, por exemplo, aumentaram quase 190% e as provenientes do México, 35,25%. O Brasil também tem motivos para chiar: nos primeiros três meses deste ano, as exportações de carros para o mercado argentino despencaram 32%.
 ASCOM Força Sindical


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