Técnicos do governo evitam se arriscar em previsões, mas os
especialistas do mercado são unânimes em apontar a escalada da moeda como a
trajetória mais provável em 2014.
As turbulências nos mercados internacionais e os efeitos dessa crise
sobre moedas de países emergentes despertam uma dúvida que preocupa
especialistas em finanças e turistas com viagem marcada para o exterior:
afinal, para onde vai o dólar? A resposta não é simples. Mas, a julgar pelo
comportamento recente da divisa, tudo leva a crer que o câmbio ainda deverá ser
um problema para quem pensa em sair do país neste ano.
Técnicos do governo evitam se arriscar em previsões, mas os
especialistas do mercado são unânimes em apontar a escalada da moeda como a
trajetória mais provável em 2014. "Até o fim de março, o dólar deve bater
em R$ 2,50. Depois, mesmo que em algum momento ele oscile para baixo, voltará a
subir até fechar o ano em R$ 2,60", aposta o economista-chefe da NGO Corretora,
Sidnei Nehme.
O governo teme que a valorização da divisa norte-americana frente o real
possa estimular a remarcação de preços pelo comércio, pressionando ainda mais o
custo de vida. Isso tornaria mais difícil a missão do Banco Central (BC) de
controlar a inflação, que, há quatro anos, está acima do centro da meta de 4,5%
ao ano.
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