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sábado, 23 de novembro de 2013

Menos juros, mais desenvolvimento


O Copom (Comitê de Política Econômica do Banco Central)  irá anunciar no próximo dia 26 a nova taxa de juros, que, infelizmente, deve subir mais uma vez. Hoje a taxa básica está em 9,5% e a previsão é que chegue aos dois dígitos, ou seja, 10%.
É importante ressaltar que a decisão de manter a taxa Selic alta é uma perversidade com os trabalhadores brasileiros. Devido à insensibilidade social dos tecnocratas do Banco Central, temos hoje a triste marca de sermos campeões mundiais de juros altos. É um absurdo!
Sempre fui um crítico em relação a taxa de juros altas, que penaliza todo os setor produtivo. A taxa básica de juros funciona com uma referência para todo o sistema de crédito do País, sendo que os bancos públicos e privados devem acompanhar o movimento da Selic, restringindo o crédito, o consumo interno, a produção e, conseqüentemente, a geração de novos postos de trabalho.

Infelizmente, o atual governo virou as costas para os trabalhadores e se curva para os especuladores.  A manutenção dos juros em patamares estratosféricos é contrária a qualquer projeto de estímulo da retomada do crescimento econômico. A equação é simples: os juros altos  resulta em crescimento baixo.

Os trabalhadores são contra os juros altos por uma série de motivos. A medida vai afetar o comércio, que normalmente se aquece no final do ano. Vai afetar a indústria, cujo crescimento foi pífio nos últimos anos e cuja previsão é de só 1,7% para 2013. Vai aumentar ainda as contas do governo, pois juros mais altos significam um custo maior para o pagamento das dívidas do País. Isso diminui a capacidade de investimento em setores básicos – como energia, transportes e educação – envolvendo o país ainda mais na espiral que atravanca nosso desenvolvimento.

Contra a alta de juros, o movimento sindical vai realizar manifestações, em frente ao Banco Central, durante a próxima reunião do Copom. O País precisa manter o compromisso com o desenvolvimento, emprego e geração de renda e qualificação profissional, e para isto é preciso termos taxas juros menores.
ASCOM - Paulino da Força 


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