Hoje quero falar sobre o
misticismo entorno das chamadas doenças terminais (como se alguém no mundo
tivesse o privilégio da vida eterna).
Olha que interessante:
muitas vezes, receber o diagnóstico de um problema de saúde grave coincide com
momentos de virada de mesa, em que uma nova trajetória é construída. Trajetória
esta muitas vezes até mais saudável do que a de antes. Você deve conhecer
alguma história assim. Eu conheço várias.
Pensando sobre o assunto,
cheguei a um ponto em comum sobre os donos destes enredos. Acredito que isso
ocorre especialmente para as pessoas que decidem “escutar o seu sintoma” em vez
de só tentar calá-lo, como bem discorreu o neurologista Ricardo Leme.
Pois bem.
Este hábito de fazer com que
a gente olhe para dentro é praticado por uma medicina batizada de “cuidados
paliativos”.
O problema é que essa forma
de cuidar da saúde erroneamente foi creditada para ser aplicada exclusivamente
aos “pacientes sem esperança”, que já não respondiam mais aos tratamentos
convencionais.
Ainda bem que isso está
mudando.
É inspirador saber que os
cuidados oferecidos no corredor da morte pode nos trazer um novo jeito de olhar
para vida.
Leonardo Aguiar é Médico e consultor
Jolivi - CRM-SC: 9847
