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quarta-feira, 16 de março de 2016

O que aprendemos sobre a vida quando olhamos para a morte – Por Leonardo Aguiar




Hoje quero falar sobre o misticismo entorno das chamadas doenças terminais (como se alguém no mundo tivesse o privilégio da vida eterna).
Olha que interessante: muitas vezes, receber o diagnóstico de um problema de saúde grave coincide com momentos de virada de mesa, em que uma nova trajetória é construída. Trajetória esta muitas vezes até mais saudável do que a de antes. Você deve conhecer alguma história assim. Eu conheço várias.
Pensando sobre o assunto, cheguei a um ponto em comum sobre os donos destes enredos. Acredito que isso ocorre especialmente para as pessoas que decidem “escutar o seu sintoma” em vez de só tentar calá-lo, como bem discorreu o neurologista Ricardo Leme.
Pois bem.
Este hábito de fazer com que a gente olhe para dentro é praticado por uma medicina batizada de “cuidados paliativos”.
O problema é que essa forma de cuidar da saúde erroneamente foi creditada para ser aplicada exclusivamente aos “pacientes sem esperança”, que já não respondiam mais aos tratamentos convencionais.
Ainda bem que isso está mudando.
É inspirador saber que os cuidados oferecidos no corredor da morte pode nos trazer um novo jeito de olhar para vida.


Leonardo Aguiar é Médico e consultor Jolivi - CRM-SC: 9847

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