O faturamento das micro e
pequenas empresas (MPEs) do estado de São Paulo registrou receita total de R$
47,6 bilhões em novembro de 2015, redução de 15,9% em relação ao mesmo mês do ano
anterior, segundo a pesquisa Indicadores Sebrae-SP. De acordo com a entidade, o
resultado é praticamente a mesma receita de setembro de 2009, que atingiu R$
47,5 bilhões. Também foi o pior resultado para um mês de novembro desde
novembro de 2008. As empresas do setor da indústria recuaram 14,9%, as do
comércio caíram 13,7% e os serviços sofreram perdas de 18,8% na receita real. Segundo
o Sebrae-SP, os resultados de novembro de 2015 são reflexo da economia
enfraquecida, principalmente do baixo nível de confiança dos consumidores e da
piora do mercado de trabalho. Nem a perspectiva do pagamento da primeira
parcela do décimo terceiro salário animou o consumo. Também pesaram a elevação
dos preços dos alimentos e o nível de endividamento de parte das famílias. Como
as MPEs dependem muito do mercado interno, a retração impacta fortemente nos
ganhos dos negócios de pequeno porte.
Entre novembro de 2015 e
novembro de 2014, o faturamento retraiu em 20,6% na região metropolitana de São
Paulo. No município de São Paulo, o declínio na receita alcançou 18,2% e no
interior a queda chegou a 10,6%. No Grande ABC, a queda foi de 31,3%. Em
comparação a igual período de 2014, no acumulado de janeiro a novembro as MPEs
tiveram aumento de 1,5% no total de pessoal ocupado (sócios-proprietários,
familiares, empregados e terceirizados). Mesmo com mais gente empregada nesses
empreendimentos, a folha de salários (salários e outras remunerações) paga
pelas MPEs encolheu 3,2% e o rendimento real do empregado ficou 3,1% menor no
mesmo intervalo. Com isso pioraram as expectativas dos donos de MPEs para o
primeiro semestre de 2016. Apenas 20% deles acreditam em aumento de faturamento
da empresa (eram 25% em dezembro de 2014). Já 13% falam em queda ante 10% de um
ano antes. Entre os pesquisados, 56% disseram acreditar que haverá
estabilidade. Em dezembro de 2014, esse grupo era de 57%.
Os Microempreendedores
Individuais (MEIs) paulistas registraram queda de 18,2% no faturamento real na
comparação entre novembro de 2015 com novembro do ano anterior. Os MEIs do
comércio tiveram as maiores perdas: -29,3%, seguidos pelos da indústria, -20,5%
e os de serviços, -4,5%.
Sobre as expectativas para
os próximos seis meses, 43% dos MEIs esperam aumento para o faturamento. Esse
percentual chegou a 50% em novembro de 2014. Conforme os dados do Sebrae-SP,
33% dos entrevistados aguardam estabilidade no faturamento, mesmo percentual de
um ano antes. Para 18% haverá piora (eram 15% em dezembro de 2014).
Com informações da Agência
Brasil.
