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Protagonistas durante as
manifestações que pediram o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o
Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem pra Rua têm novos protestos marcados para
o próximo dia 26.
Como de costume, a Avenida
Paulista será o palco das reivindicações. Mas, desta vez, não agirão juntos.
Enquanto o MBL sai em marcha até o largo da Batata, o Vem pra Rua permanecerá
parado, na lateral do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Os objetivos em comum de
ambos são a defesa da Operação Lava Jato e a crítica a qualquer tipo de acordo
político que limite as investigações.
A ideia de fazer uma
manifestação móvel, segundo explica Kim Kataguiri, membro da coordenação do
MBL, se deu porque o grupo acredita que, desta forma, o protesto causa mais
impacto.
"Em movimento, a
visibilidade é maior, as pessoas prestam mais atenção. Achamos que vale testar
esse formato", afirma.
A perspectiva de haver menos
participantes também contou. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, no
último ato, em dezembro de 2016, apenas 15 mil pessoas estiveram presentes,
segundo a Polícia Militar.
Mas Kataguiri acredita que,
a depender dos acontecimentos desta semana, quando a Procuradoria Geral da
República pode pedir a abertura de novos inquéritos, motivados pela delação
premiada da Odebrecht.
Além do formato das
manifestações, outra diferença entre os grupos surge no momento em que,
enquanto o MBL incluiu entre as bandeiras do ato temas como a reforma da Previdência
e a revogação do Estatuto do Desarmamento, o Vem Pra Rua centrou sua pauta na
defesa das investigações em curso.
No entanto, algo entre os
dois movimentos deve mesmo perdurar: ambos deixam claro que os atos não são
contra o presidente Michel Temer.
Bastidores do Poder
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