A chamada "doença da
urina preta", que infecta cerca de 50 pessoas na Bahia, chama ainda mais a
atenção dos brasileiros após o registro de uma possível segunda vítima.
Conforme confirmado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), nesta
quarta-feira (11). A primeira vítima seria um morador do município de Vera
Cruz. O segundo homem morava em Salvador.
A Vigilância Epidemiológica
da Bahia, no entanto, ainda investiga os óbitos. A informação da Sesab é que 52
casos da doença foram notificados. Em princípio, achava-se que uma espécie de
peixe consumido na região era o responsável pela enfermidade, que provoca dores
intensas nos músculos, deixa a urina escura e afeta os rins. Pesquisadores
também pesquisam com outras hipóteses. O Brasil ao Minuto reuniu informações
sobre o mal, tratado como "mialgia [dor] aguda a esclarecer".
Sintomas: Os pacientes
queixam-se, principalmente, de dores fortes nos músculos, dificuldade de urinar
e urina escura, de cor preta. O infectologista Antônio Bandeira acompanhou
alguns do casos e informou ao G1 que o problema muscular acaba afetando os
rins, devido ao excesso de "mioglibina no sangue".
Tratamento: Cientistas ainda
estudam a doença, portanto, os médicos têm adotado tratamento dos sintomas,
mantendo os pacientes hidratados e medicados para dores com analgésicos.
Cura: Pesquisadores da
Universidade Federal da Bahia (UFBA) revelam que os sintomas da "doença da
urina preta" são semelhantes aos de casos de enterovírus ou parechovírus,
registrados na França (2008 e 2010), Dinamarca (2014) e no Japão (2008 e
2014).O enterovírus é a causa de doenças como, por exemplo, a meningite viral
em crianças.
"Já identificamos a
família do vírus, e agora estamos trabalhando para sequenciar o material
genético. Esse vírus não é fatal, mas pode levar à insuficiência renal. Por
isso, é muito importante procurar o médico em caso de sintomas. A pessoa não
deve, por exemplo, tomar antiinflamatório de jeito nenhum", declarou Gúbio
Soares, do Laboratório de Virologia da UFBA.
Amostras de peixes
consumidas pelos pacientes foram enviadas para o Instituto Adolfo Lutz, em São
Paulo, para estudo. Além disso, as fezes de nove pacientes serão analisada pelo
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no Rio de Janeiro. Não há um prazo para a
entrega do resultado.
Corpo & Saúde
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