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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Saúde - Fatos importantes sobre a 'doença da urina preta'



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A chamada "doença da urina preta", que infecta cerca de 50 pessoas na Bahia, chama ainda mais a atenção dos brasileiros após o registro de uma possível segunda vítima. Conforme confirmado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), nesta quarta-feira (11). A primeira vítima seria um morador do município de Vera Cruz. O segundo homem morava em Salvador.
A Vigilância Epidemiológica da Bahia, no entanto, ainda investiga os óbitos. A informação da Sesab é que 52 casos da doença foram notificados. Em princípio, achava-se que uma espécie de peixe consumido na região era o responsável pela enfermidade, que provoca dores intensas nos músculos, deixa a urina escura e afeta os rins. Pesquisadores também pesquisam com outras hipóteses. O Brasil ao Minuto reuniu informações sobre o mal, tratado como "mialgia [dor] aguda a esclarecer".
Sintomas: Os pacientes queixam-se, principalmente, de dores fortes nos músculos, dificuldade de urinar e urina escura, de cor preta. O infectologista Antônio Bandeira acompanhou alguns do casos e informou ao G1 que o problema muscular acaba afetando os rins, devido ao excesso de "mioglibina no sangue".
Tratamento: Cientistas ainda estudam a doença, portanto, os médicos têm adotado tratamento dos sintomas, mantendo os pacientes hidratados e medicados para dores com analgésicos.
Cura: Pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) revelam que os sintomas da "doença da urina preta" são semelhantes aos de casos de enterovírus ou parechovírus, registrados na França (2008 e 2010), Dinamarca (2014) e no Japão (2008 e 2014).O enterovírus é a causa de doenças como, por exemplo, a meningite viral em crianças.
"Já identificamos a família do vírus, e agora estamos trabalhando para sequenciar o material genético. Esse vírus não é fatal, mas pode levar à insuficiência renal. Por isso, é muito importante procurar o médico em caso de sintomas. A pessoa não deve, por exemplo, tomar antiinflamatório de jeito nenhum", declarou Gúbio Soares, do Laboratório de Virologia da UFBA.

Amostras de peixes consumidas pelos pacientes foram enviadas para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para estudo. Além disso, as fezes de nove pacientes serão analisada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no Rio de Janeiro. Não há um prazo para a entrega do resultado.


Corpo & Saúde

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