Pelo menos quatro
secretários municipais de Salvador devem ser exonerados até o próximo dia 2 de
junho, prazo máximo para desincompatibilização para candidaturas nas eleições
majoritárias de outubro: Bruno Reis (PMDB), Guilherme Bellintani (DEM), Luiz Carreira
(PV) e Silvio Pinheiro (PSDB). Porém, em conversas reservadas, alguns nomes
aparecem com menos força na disputa pela eventual vaga de vice caso o prefeito
ACM Neto (DEM) opte por tentar a reeleição. Correligionário do prefeito – e em
viagem para os Estados Unidos com o gestor -, Bellintani só seria alçado a uma
candidatura majoritária na vaga do próprio ACM Neto, caso haja uma desistência
na disputa.
A situação, que foi cogitada
em mais de uma oportunidade pelo prefeito, está próxima de ser descartada após
o gestor da capital baiana ficar mais próximo do círculo de decisão do Palácio
do Planalto, com a ascensão de Michel Temer à presidência após a
admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff. A possível
inviabilidade econômica da prefeitura, caso Dilma permanecesse no poder,
estaria então descartada por ACM Neto. Já Pinheiro é considerado dúvida por uma
tendência de inviabilidade política. Dentro do PSDB, o tucano não teria
amealhado, a pouco mais de uma semana para o prazo limite, apoios suficientes
para que o partido reivindique a vaga – isso sem contar a ascendência do grupo
ligado ao ministro Geddel Vieira Lima, que declarou publicamente que o PMDB vai
lutar para indicar a vice de ACM Neto – ponto favorável à indicação de Bruno
Reis. Neste cenário, apesar da eventual exoneração, Bellintani e Pinheiro
estariam fora das secretarias como possibilidades abertas para a decisão final
do prefeito, programada para acontecer após o São João.
Outro nome, até então
considerado, estaria fora da disputa: Fábio Mota, que apesar do bom trânsito
com o PMDB, não estaria na lista de exonerados até o dia 2 de junho. Em
público, todavia, nenhum dos postulantes, inclusive o próprio ACM Neto, falam
sobre o assunto.
Bahia Noticias
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