A ministra Rosa Weber, do
Supremo Tribunal Federal (STF), é a nova relatora do habeas corpus em que o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pede que seja anulada a decisão que
suspendeu sua posse como ministro da Casa Civil. A ministra já havia sido
citada em um dos grampos da Polícia Federal nos telefones do ex-presidente
Lula. No dia 4 de março, uma conversa entre o ex-presidente e o então ministro
da Casa Civil Jaques Wagner, Lula pede que o aliado converse com a ministra. Na
época, ele buscava uma saída para que seu caso deixasse de ser analisado pelo
Ministério Público Federal em Curitiba e passasse a tramitar no Supremo. Rosa
Weber também era relatora deste pedido.
Nesta segunda-feira, o ministro
Edson Fachin declarou-se suspeito de apreciar o caso por ser padrinho da filha
de um dos advogados que atua na causa. No fim de semana, a defesa de Lula
recorrera ao Supremo sob a alegação de que a decisão de Gilmar Mendes de sustar
a posse do petista teria de ser anulada e o caso ser remetido ao relator do
processo da Operação Lava Jato na corte, Teori Zavascki.
Em outro habeas corpus
impetrado em favor de Lula, Edson Fachin negou seguimento sem analisar o mérito
do pedido. Neste recurso, o advogado Samuel José da Silva, que não integra a
defesa do petista, havia pedido um salvo conduto preventivo para evitar que o
ex-presidente seja preso por ordem do juiz Sergio Moro. Na última sexta-feira,
Mendes suspendeu a nomeação do ex-presidente Lula para o cargo de chefe da Casa
Civil e decidiu manter o processo em que o petista é investigado na Operação
Lava Jato nas mãos do juiz Sergio Moro. Segundo o magistrado, a escolha do
petista para o cargo de primeiro escalão no governo tem claros indicativos de
fraude e significa um "salvo-conduto" conferido pela sucessora Dilma
Rousseff para evitar que o padrinho político possa eventualmente ser preso em
decorrência das investigações da Operação Lava Jato. As suspeitas que recaem
contra Lula são de que ele recebeu benesses de empreiteiras enroladas com o
petrolão e ocultou o patrimônio, registrando os bens em nome de prepostos.
Poder & Política
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