O reajuste menor do que a inflação para a tabela de descontos
do Imposto de Renda aumenta a defasagem nos salários. Para se ter uma ideia do
que significa o aumento, um trabalhador que ganha hoje R$ 5.000 recebe, após os
descontos da contribuição previdenciária e do Imposto de Renda, R$ 4.079,22.
Com o ajuste proposto pelo governo, ele receberá a mais,
todos os meses, R$ 28,29. Se fosse aprovado o aumento de 6,5%, o desconto
mensal do IR deixaria R$ 40,35 a mais para o trabalhador. Em um ano, mais o 13º
salário, a diferença é de R$ 524,54.
Segundo o Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos
Auditores Fiscais da Receita Federal), com o reajuste de 4,5%, a defasagem da
tabela do IR pode chegar a 67,88% no fim deste ano, considerando a projeção de
6,79% para a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
De 1996 até o ano passado, as perdas em relação à inflação
estavam em 64,28% e, de acordo com um estudo do sindicato, a faixa de isenção
do IR deveria ser de R$ 2.937,12.
Ascom Força Sindical
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