
sábado, 28 de maio de 2016
Em áudio, Renan diz que tentou evitar recondução de Janot
O presidente do Senado Renan
Calheiros (PMDB-AL) disse, em conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio
Machado, que tentou evitar a recondução de Rodrigo Janot ao cargo de
procurador-geral da República.
Trechos do diálogo foram
divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Jornal Hoje, da TV Globo. A conversa foi
gravada por Machado, que fechou um acordo de delação premiada com a Justiça
nesta semana.
Sérgio Machado: Agora uma
coisa eu tenho certeza: sobre você não tem nada ainda.
Renan Calheiros: Nesse mistério
todo, a gente nem sabe por que eles vivem nessa obsessão.
Sérgio Machado: Hoje, eu
acho que vocês não poderiam ter reconduzido esse b***, não. Aquele cara ali...
Renan Calheiros: Quem?
Sérgio Machado: Ter
reconduzido o Janot. Tinha que ter comprado uma briga ali.
Renan Calheiros: Eu
tentei... Mas eu estava só.
A assessoria de imprensa de
Renan Calheiros informou ao G1 que o senador agilizou a recondução do
procurador Rodrigo Janot ao cargo.
Em outra gravação, divulgada
ontem (26) também pelo Jornal Hoje, Calheiros chama Janot de
"mau-caráter".
Machado: Agora esse Janot,
Renan, é o maior mau-caráter da face da terra.
Renan: Mau caráter!
Mau-caráter! E faz tudo que essa força-tarefa (Lava Jato) quer.
Machado: É, ele não manda. E
ele é mau caráter. E ele quer sair como herói. E tem que se encontrar uma
fórmula de dar um chega pra lá nessa negociação ampla pra poder segurar esse
pessoal (Lava Jato). Eles estão se achando o dono do mundo.
Renan: Dono do mundo.
Como procurador-geral, Janot
é o responsável por conduzir as investigações contra políticos com foro
privilegiado. No último dia 20, ele enviou ao Supremo um novo pedido para
investigar Calheiros e outros três integrantes da alta cúpula peemedebista. A
suspeita é de que eles estejam envolvidos em um esquema de corrupção na
construção de Belo Monte.
Renan Calheiros é alvo de,
pelo menos, 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).
Poder & Política
Miami libera e garante a presença de Adriano apenas em amistosos
A relação entre Adriano
Imperador e o Miami FC continua estremecida. Após o jogador manifestar, através
de sua rede social, o interesse de voltar ao Flamengo e abandonar os treinos
nos Estados Unidos para viajar ao Brasil, o clube norte-americano divulgou um
comunicado oficial nesta sexta-feira garantindo a permanência do brasileiro
apenas em partidas amistosas.
Adriano,
que é um dos sócios do Miami FC, foi apresentado pelo clube em 10 de março com
status de craque. Em sua primeira entrevista como atleta da equipe, o atacante
disse: “Espero dar muitas felicidades ao clube, poder realmente mostrar meu
potencial e ser campeão com a camisa do Miami”.
No dia 10 de abril, o
Imperador marcou seu primeiro gol com a camiseta dos norte-americanos, em um
amistoso da pré-temporada. Já no dia 14 de maio, em amistoso contra o Las Vegas
City, Adriano atuou contra outro craque do futebol brasileiro, o meia
Ronaldinho Gaúcho, onde anotou um gol em cobrança de pênalti.
Durante seu período na
equipe, Adriano realizou algumas viagens para o Brasil, deixando de treinar com
seus companheiros, e adiando sua volta aos Estados Unidos. Segundo o Miami, a
diretoria do clube autorizou as viagens do atacante.
Confira a nota oficial do
Miami FC:
“O Miami United Football
Club deseja informa através deste documento, o seguinte:
Adriano mantém as suas ações
em nosso clube e é uma parte intrincada da nossa organização.
Também queremos garantir que
Adriano estará em cada um dos nossos amistosos, dentro e fora dos Estados
Unidos. A partir de agora, Adriano está de volta ao Brasil (em uma viagem
autorizada pelo clube) e mantém um excelente relacionamento com o clube onde
ele é proprietário de uma parte, mantendo seu firme compromisso conosco e seus
fãs para continuar a formação onde quer que ele esteja.
Adriano tem sido tratado
como jogador top desde sua chegada ao clube, e será sempre o Imperador de Miami”.
Giro Esportivo
sexta-feira, 27 de maio de 2016
Seleção de Gandu vence em jogo beneficente
Na tarde desta quinta-feira
(26), aconteceu no estádio Ângelo Magalhães (Macaxeirão), uma partida amistosa
entre os selecionados de Gandu X Presidente Tancredo Neves, onde a renda foi
revertida para auxílio ao jovem Vinicius que continua hospitalizado em Itabuna.
Na preliminar, a seleção
sub-20 local, perdeu para Pirai do Norte, pelo placar de 2X1, enquanto na partida
principal, a seleção da casa, bateu a de PTN por 3X1, com gols de Dica e
Piquet. Durante o 1º tempo, o time de Gandu, comandado por Paulista e Nenga,
começou dando a demonstração de que sairia de campo com um placar mais elástico, pelo fato da maioria dos jogadores da equipe adversária estarem a
cima do peso. Mero engano nosso, foi só a bola rolar, para que estas diferenças
desaparecessem e a partida foi disputada de igual para igual.
Pelo lado de Gandu, destaque
para o goleiro Lucas e o meio campo, Bí. Já por Tancredo Neves, quem se
destacou, foi o bom jogador que atuou com a camisa 11 e o de nº 10, que mesmo
gordinho, mostrou habilidade e intimidade com a pelota.
Gandu - Componentes do PHS participaram de jogo beneficente
No jogo de ontem. quando a
seleção de Gandu venceu a de Presidente Tancredo Neves por 2X1, em um jogo
beneficente ao jovem Vinicius, O arbitro central, foi o pré-candidato a
vereador pelo PHS, Fábio de Raquel, que ultimamente vem se notabilizando como
um dos melhores árbitros da região. Por outro lado, o também pré-candidato e
presidente da legenda no município, Adeilton Leal (Bozó), além de ter colocado
o Blog a disposição para divulgação do evento, se fez presente para prestigiar os seus
amigos atletas, bem como colaborar com a nobre causa de ajudar o nosso
conterrâneo, que está precisando da ajuda e oração de todos.
Além dos solidaristas, se
fizeram também presentes, o secretário de esportes, Wellington Rosas Xeba
(PCdoB), prefeito Djalma Galvão (PT), vereadores: Ana Rita (PCdoB) e Robério
Marambaia (PRB) e os pré-candidatos a prefeito: Dr. Orlando Guedes (PCdoB) e Neto Xirabel (PV).
Como sempre, o esporte consegue unir pessoas, independente de segmento político e ideológico.
Gandu – Vamos todos ajudar Vinicius
O jovem Vinicius Roque,
Filho do honrado casal, Wilson e Elenilda, que foi atingido por um tiro no
ultimo domingo (15), quando estava trabalhando, está lutando pela vida no
hospital de base de Itabuna. Atualmente, a vítima se encontra na CTI da unidade
hospitalar e está aguardando uma vaga na UTI, para que possa ser operado para
retirar o projétil que está alojado no maxilar esquerdo.
Comovida pela situação, por
se tratar de um rapaz trabalhador e decente, a população está mobilizada e
buscando apoios junto a autoridades, independente de corrente política, para
viabilizar o tratamento, além de está arrecadando fundos para ajudar a família,
cujo sua matriarca trabalha como autônoma e está impossibilitada de vender seus
produtos (confecção e cosméticos), por está acompanhando o seu filho, restando
apenas o ganho do pai que é um trabalhador do comercio local e, que com apenas
um salário mínimo mensal, não dar para custear o tratamento de Vinicius e se
manterem ao mesmo tempo.
Quem quiser ajudar, deposite
qualquer valor na conta poupança; 14854-0 operação 013 agencia 3534 da Caixa
Econômica Federal.
Faça sua parte!
Ex-deputado revela envolvimento de Lula no Petrolão
A delação do ex-deputado
Pedro Corrêa ainda aguarda homologação pelo Supremo Tribunal Federal. O
depoimento de Corrêa ao Ministério Público resultou em 132 páginas. A revista
Veja destaca que Pedro Corrêa, o primeiro político a se apresentar ao MP para
contar o que sabe em troca de redução de pena, tem confessado alguns crimes
desde que começou a negociar um acordo de delação premiada.
Corrêa contou detalhes da
primeira vez que embolsou propina por contratos no extinto Inamps, na década de
70, até ser preso e condenado a vinte anos e sete meses de cadeia por
envolvimento no petrolão, em 2015. O ex-deputado ainda confessou ter recebido
dinheiro desviado de quase vinte órgãos do governo. A reportagem revela que
foram de bancos a ministérios, de estatais a agências reguladoras - um
inventário de quase quarenta anos de corrupção. A publicação teve acesso aos 72
anexos da delação do deputado federal que teve sete mandatos. Nos depoimentos,
Corrêa especifica esquemas de corrupção que remontam aos governos militares, à
breve gestão de Fernando Collor, passando por Fernando Henrique Cardoso, até
chegar ao governo petista. O ex-deputado diz que senadores, deputados,
governadores, ex-governadores, ministros e ex-ministros dos mais variados
partidos e até integrantes do Tribunal de Contas da União já receberam propina.
A revista Veja revela que
segundo Corrêa, o ex-presidente Lula gerenciou pessoalmente o esquema de
corrupção da Petrobras - da indicação dos diretores corruptos da estatal à
divisão do dinheiro desviado entre os políticos e os partidos. Segundo o
ex-deputado, Lula tratou com os caciques do PP sobre a farra nos contratos da
Diretoria de Abastecimento da Petrobras, comandada por Paulo Roberto Costa, o Paulinho.
De acordo com a reportagem, quando parlamentares do PP se rebelaram contra o
avanço do PMDB nos contratos da diretoria de Paulinho, um grupo foi ao Palácio
do Planalto reclamar com Lula da "invasão". Corrêa disse que Lula
passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles "estavam com as
burras cheias de dinheiro" e que a diretoria era "muito grande"
e tinha de "atender os outros aliados, pois o orçamento" era
"muito grande" e a diretoria era "capaz de atender todo
mundo".
Corrêa disse ainda que os
caciques pepistas se conformaram quando Lula garantiu que "a maior parte
das comissões seria do PP, dono da indicação do Paulinho".
Ainda em depoimento, que
aguarda homologação do STF, o delator citou nomes e revelou os métodos de
corrupção. Côrrea detalhou como era tratada a partilha de cargos no governo do
ex-presidente Lula e descreveu episódios, conversas e combinações sobre
pagamentos de propina dentro do Palácio do Planalto.
Poder & Política
Moro rebate críticas aos acordos de delação premiada
O juiz federal Sérgio Moro,
que conduz os processos em primeira instância relativos ao esquema de corrupção
da Petrobras, rebateu as críticas aos acordos de delação premiada assinados na
Operação Lava Jato. Moro acredita que as tentativas de desqualificar delações
assinadas por réus presos podem ser “sinais de uma tentativa de retorno ao
status quo da impunidade dos poderosos”.
"Eu fico me indagando
se não estamos vendo alguns sinais de uma tentativa de retorno ao status quo da
impunidade dos poderosos", afirmou o juiz durante XII Simpósio Brasileiro
de Direito Constitucional na noite de quinta-feira (26) em Curitiba.
De acordo com o jornal O
Globo, esta é a primeira vez que o juiz fala sobre a delação depois que vieram
à tona áudios de caciques do PMDB gravados pelo ex-presidente da Transpetro
Sérgio Machado. Em um dos áudios divulgados, o presidente do Senado, Renan
Calheiros, defende mudanças na lei da delação premiada: “Primeiro, não pode
fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a
delação”.
A opinião de Moro é de que é
necessário ver os acordos de delação premiada em todos os aspectos. O juiz
entende que a possibilidade de negação de um acordo porque o suspeito está
preso pode limitar o direito a ampla defesa. "Eu fico pensando: isso é
consistente com o direito da ampla defesa? Não tem que ser analisado dessa perspectiva?",
questionou o juiz. Ainda no evento, Moro criticou dois projetos de lei
propostos pelo deputado federal Wadih Damous (PT-RJ). Segundo o juiz, as
propostas seriam um retrocesso ao combate à corrupção. Damous propõe a
proibição de colaboração premiada por pessoas que estejam presas e quer a
suspensão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prevê a prisão de
réus após a decisão no segundo grau de jurisdição.
A reportagem destaca que
Moro não citou o nome do petista, mas apontou o partido. O juiz federal chamou
atenção para a “coincidência” de os dois projetos serem do mesmo autor.
O juiz disse ainda que
considera que uma parcela de culpa da corrupção sistêmica no país poder estar
processo penal brasileiro. "Talvez o excesso de leniência tenha nos levado
a chegar no quadro atual", sugeriu. "Como chegamos a esse ponto? O
que deu errado?", perguntou Moro.
Segundo a publicação, o
seminário contou com a participação de Moro em uma mesa de debate com o
advogado criminalista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR),
René Dotti, com o professor de direito penal e coordenador de Direito da
Fundação Getúlio Vargas do Rio, Thiago Bottino, e com o também professor da
UFPR Alexandre Morais da Rosa.
Poder & Política
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