sábado, 5 de março de 2016
Aleluia: “Ninguém pode estar acima da lei numa república, Lula”
“A República Brasileira
renasce neste quatro de março, quando mostramos ao mundo que ninguém está acima
da lei em nosso país. Hoje é um dia histórico!”, diz o deputado federal José
Carlos Aleluia sobre a 24ª fase da operação Lava Jato, desencadeada pela
Polícia Federal, sob o nome Aletheia, na manhã desta sexta-feira (04). Os alvos
são o ex-presidente Lula, parentes e amigos próximos. A ação policial executou
mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva, quando o investigado é
obrigado a depor.
“Finalmente as investigações
chegaram ao chefe da organização criminosa que vem assaltando o Brasil. Lula
vinha desdenhando da Justiça, embora as evidências de seu envolvimento no
petrolão e a ocultação de patrimônio fossem inegáveis”, afirma o parlamentar.
Para Aleluia, Lula não pode continuar impune diante de tantas evidências
criminosas.
“Com a operação Aletheia, a
Justiça Federal e a Polícia Federal estão cumprindo o seu papel sem olhar a
quem. Numa demonstração de que a independência e a autonomia resistem a
pressões, as instituições brasileiras reafirmam o seu compromisso com o estado
democrático de direito”, assinala Aleluia.
Ascom Democratas
As evidências que a justiça diz ter contra Lula - Parte l
Os procuradores que
investigam Luiz Inácio Lula da Silva detalharam nesta sexta-feira suas
principais suspeitas sobre "possíveis crimes de corrupção e lavagem de
dinheiro" contra o ex-presidente (2003-2010), uma das personalidades
políticas mais importantes da América Latina. Lula ficou sob fogo cruzado nesta
sexta-feira depois que a polícia fez buscas em sua casa e o levou para depor
sobre o escândalo de corrupção na Petrobras, que desviou mais de dois bilhões
de dólares da empresa.
"Há evidências de que o
ex-presidente Lula recebeu dinheiro do esquema da Petrobras por meio do envio e
da reforma do apartamento triplex e de um sítio em Atibaia (São Paulo), da
entrega e móveis de luxo nas duas propriedades e do armazenamento de bens por
uma empresa de transporte. Também são investigados pagamentos feitos ao
ex-presidente de parte de empresas investigadas na Lava Jato, a título de
supostas doações e conferências".
"Acumulam-se evidências
muito consistentes de que o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras
beneficiava empresas que enriqueciam às custas do Estado, diretores da
Petrobras que vendiam favores, lavadores profissionais de dinheiro que
entregavam suborno e políticos e partidos que sustentavam os diretores da
Petrobras e em troca recebiam a maior parte dos subornos, que os enriqueciam e
financiavam suas campanhas".
"Este grande esquema
era coordenado pelas cúpulas e lideranças dos partidos políticos que integravam
a coalizão do governo federal, especialmente o Partido dos Trabalhadores (PT),
o Partido Progressista (PP) e o PMDB".
"Lula, além de líder
partidário, era o responsável final da decisão sobre quais seriam os diretores
da Petrobras e foi um dos principais beneficiários dos crimes. De fato,
surgiram evidências de que os crimes o enriqueceram e financiaram campanhas
eleitorais e o caixa de sua força política. Mais recentemente, inclusive,
surgiram na investigação referências ao nome de Lula como alguém cuja atuação
foi relevante para o êxito da atividade criminosa".
Continua a seguir...
As evidências que a justiça diz ter contra Lula - Parte ll
Há indícios de que Lula
"recebeu em 2014 pelo menos um milhão de reais (263.000 dólares) sem
justificativa aparente lícita de (a construtora) OAS por meio de reformas e
móveis de luxo em um apartamento tipo triplex, número 164-A, do Condomínio
Solaris, em Guarujá. Apesar de o ex-presidente ter alegado que o apartamento
não era seu por estar em nome de uma empresa, várias provas dizem o
contrário".
"Há evidências de que a
OAS pagou despesas elevadas para reformar o apartamento (mais de 750.000
reais), custeou móveis de luxo para a cozinha e os quartos (cerca de 320.000
reais) e que tudo ocorreu de forma inusual e com a participação do próprio
presidente da OAS, Leo Pinheiro".
"Existe a suspeita de
que a reforma e os móveis constituem suborno de favores ilícitos da OAS no
esquema da Petrobras, empresa cujos executivos já foram condenados por
corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato".
"O ex-presidente Lula,
em 2010, adquiriu dois sítios em Atibaia, mediante pessoas interpostas, no
valor de 1,59 milhão de reais, tendo fortes indícios de que, 2010 e 2014,
recebeu pelo menos 770.000 reais sem justificativa econômica lícita de (o
empresário) José Carlos Bumlai e das empresas Odebrecht e OAS".
"Surgiram fortes
indícios de pagamentos dissimulados de aproximadamente 1,3 milhão de reais da
empresa OAS em favor do ex-presidente entre 1/1/2011 e 01/2016 para o
armazenamento de itens retirados do Palácio do Planalto quando terminou seu
mandato".
Também são investigados
pagamentos "feitos por construtoras beneficiárias do esquema da Petrobras
em favor do Instituto Lula e da LILS Palestras (empresa na qual o ex-presidente
tem 98% e o presidente do Instituto Lula Paulo Okamoto tem 2%, segundo a
procuradoria)". "A maior parte do dinheiro que entrou nas duas
empresas, entre 2011 e 2014, veio de empresas do esquema da Petrobras: Camargo
Correa, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e UTC".
"No Instituto Lula
foram 20,7 dos 35 milhões (de reais) que entraram. No LILS, 10 dos 21
milhões" (de reais).
Poder & Política
Ministra do Supremo nega pedido de Lula para suspender fase da Lava Jato
A ministra Rosa Weber, do
Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira, 4, o pedido de liminar
do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para suspender a nova fase da Operação
Lava Jato que teve ele como alvo principal. Também foi negado o pedido de
suspensão dos dois processos investigatórios contra o ex-presidente conduzidos
pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público de São Paulo.
Lula protocolou o pedido na
sexta-feira da semana passada, dia 26, alegando haver "conflito de
competência" entre os dois processos investigatórios. Segundo ele, os
processos tratavam do mesmo objeto, o que é contra a lei.
"Não é o que se
verifica, na hipótese", defende a ministra Rosa Weber no despacho
publicado no início desta noite. Ainda nesta sexta, a defesa do ex-presidente
pediu a suspensão da 24ª fase da Operação Lava Jato, que culminou na condução
coercitiva do presidente para prestar depoimento à Polícia Federal. A ministra
negou também este pedido, por reconhecer que ele "desborda dos limites
fáticos ensejadores do conflito invocado".
Os advogados do
ex-presidente alegam ter havido "desafio à autoridade" da ministra
Rosa Weber nas diligências realizadas na manhã desta quinta-feira. As
investigações contra ele se referem à obtenção de vantagens ilícitas por Lula
que teriam se materializado nos imóveis de Atibaia e do Guarujá, em São Paulo.
A defesa do ex-presidente no
Supremo pedia que as investigações do MPF fossem transferidas ao MP-SP. A
força-tarefa da Lava Jato, no entanto, enviou à ministra Rosa esclarecimentos
afirmando que as investigações do MPF são diferentes das conduzidas pelo MP-SP
e, por isso, não haveria motivo para que ambas fossem juntadas.
Lula foi conduzido para
depor na manhã de hoje porque, segundo o MPF, há "evidências" de que
ele recebeu valores desviados da Petrobras. De acordo com os procuradores, são
pelo menos R$ 4,5 milhões em lavagem de dinheiro por meio do Sítio Santa
Bárbara, em Atibaia, e do tríplex 164-A, no Guarujá.
Com informações da Folha
Imprensa internacional continua repercutindo o caso Lula neste sábado
Nesta sexta-feira (4), a
Polícia Federal (PF) realizou a 24ª fase da Operação Lava Jato no prédio do
ex-presidente Lula e de seu filho Fábio Luíz Lula da Silva, o Lulinha, em São Bernardo
(SP). Batizada de Aletheia, a operação investiga se empreiteiras e o pecuarista
José Carlos Bumlai favoreceram Lula por meio do sítio em Atibaia e o tríplex no
Guarujá. No total, cerca de 200 agentes da PF e 30 auditores da Receita Federal
cumprem 44 mandados judiciais. A imprensa internacional noticiou as
repercussões da nova fase operação da PF, que investiga um possível
envolvimento do ex-presidente Lula com empreiteiras.
O El País, da Espanha,
enfatizou a polarização política brasileira, revelando uma "sociedade
dividida" diante dos escândalos de corrupção. De acordo com a BBC, o
ex-presidente Lula, ícone da esquerda brasileira, foi atingido fortemente pelas
denúncias de corrupção na Petrobras. O canal britânico ainda divulgou a
declaração do ex-presidente após o seu interrogatório pela PF, em que Lula
afirmou estar sendo vítima de preconceito por ser da classe trabalhadora. Já o
jornal americano "The Washington Post" enfatizou a
"detenção" do ex-presidente, que foi levado pela PF em condução coercitiva
para depor.
De acordo com o jornal, o
ex-presidente afirmou que "se sentiu como um prisioneiro" nessa
manhã. O jornal francês "Le Monde" diz que Lula foi "pego"
pela Petrobras em caso de corrupção, relatando que o ex-presidente foi recebido
por ativistas que gritavam palavras de apoio. A matéria era a mais vista do
site na sexta-feira (4). Enquanto o jornal argentino Clarín enfatizou as
críticas de José Gregori, antigo ministro da Justiça durante o governo de
Fernando Henrique Cardoso, que considerou "um exagero" a conduta
coercitiva da PF.
"Não conheço em nossa
legislação qualquer figura chamada conduta coercitivo que se aplica sem ter
sido uma chamada a depor antes. A pessoa está sempre convidado a depor. E, em
seguida, se não for cumprida é feita a advertência. Só então leva-la à
força.", disse.
O jornal mexicano El
Universal citou Lula em matéria de destaque. "O ex-presidente foi uma das
figuras principais na esquerda latinoamericana".
Na Ásia, o jornal japonês
The Japan Times deu destque para o caso, dando como título da notícia "A
polícia brasileira questiona o ex- presidente em investigação sobre
corrupção".
BBC
sexta-feira, 4 de março de 2016
04 de março é difícil esquecer esta data

Hoje 04 de março comemora-se
o aniversário de diversos amigos, dentre eles, estão: Nossa amiga e colega de
trabalho, Maria da Conceição Brasil Figueiredo (“Tia Lene”), como
é carinhosamente chamada por todos aqueles que lhe arrodeia. Também não poderíamos deixar de lembrar, do nosso amigo de infância, André Luiz dos Santos, hoje residindo em Igrapiúna, assim também como nosso amigo e vizinho,
James dos Santos Souza e Renato da Hora Moraes Junior. Mas, é inegável que todos
nossos amigos, inclusive os citados acima, esqueçam de uma pessoa tão
importante para todos nós. Um amigo que se divertia nos divertindo e se foi sem
deixar mágoa nem ressentimento. As vezes bruto, na maioria das vezes atencioso e
até mesmo carinhoso, a sua maneira.
E no meio dessa confusão
alguém partiu sem se despedir. Foi triste. Se houvesse uma despedida talvez
fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes
acontece em um baile de carnaval, onde uma pessoa se perde da outra, procura-a
por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os seus amigos pensar
que a última vez que se encontraram se divertiram muito, depois apenas
aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os
despediu, cada um para seu lado, sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido
guardar uma leve tristeza e também uma lembrança boa, que não será proibido
confessar que às vezes se tem saudades, nem será odioso dizer que a separação
ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento e um indefinível remorso.
E que houve momentos
perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossas vidas.
Que a lembrança dele nos faça sentir maior a nossa solidão, mas que essa
solidão ficou menos infeliz: O que importa que um ser já esteja morto se ele
ainda vive no fundo dos nossos corações.
Esta é uma homenagem de
todos aqueles que tiveram a oportunidade de conviver com nosso inesquecível,
Luismar Santos, ou simplesmente, Buinha...
Bahia - Deputados fazem apelo ao Ministério da Agricultura em defesa da Ceplac
A ameaça de rebaixamento da
Ceplac levou o deputado Augusto Castro (PSDB) a se mobilizar na Assembleia
Legislativa e promover um abaixo-assinado dirigido à ministra da Agricultura,
Kátia Abreu. O documento, assinado por 27 parlamentares e já encaminhado ao
Governo Federal, destaca a preocupação gerada pela possível transformação do
órgão em uma secretaria ou coordenação. O grupo, composto por deputados de
oposição e do governo, afirma que o enfraquecimento do órgão é inadmissível e
poderá gerar consequências danosas para a continuidade das pesquisas
desenvolvidas pela Ceplac. No documento, os deputados frisam que um eventual
rebaixamento da Ceplac produziria “reflexos extremamente negativos, não apenas
no âmbito econômico, mas também científico, ambiental e social”.
A reestruturação da Ceplac,
discutida pelo Ministério da Agricultura, visa rebaixar sua estrutura funcional
de superintendência para secretaria ou coordenação. Para Augusto, a proposta
pode comprometer o auxílio e incentivo à pesquisa, extensão rural e tecnologias
desenvolvidas para produção do cacau no Sul da Bahia. A construção do que se
tem na região do cacau foi feita com recurso oriundo da arrecadação do ICMS do
cacau. “O cacau, que chegou a pagar mais de 70% da folha do funcionalismo público,
se vê numa situação hoje muito complicada.
É preciso que aqui desta
casa saia uma manifestação para levar o sentimento da Bahia”, declarou o
deputado.
Política Livre
Assinar:
Postagens (Atom)
