O presidente afastado da
Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta terça-feira (21) que o então
ministro da Casa Civil Jaques Wagner ofereceu a ele os três votos do PT no
Conselho de Ética, onde o peemedebista era alvo de investigação, em troca de
não deflagrar o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff
(PT).
Segundo Cunha, Wagner disse
ainda que teria “controle total” sobre o presidente do Conselho de Ética, José Carlos
Araújo (PR-BA). O presidente afastado chamou a imprensa para uma entrevista
coletiva depois de mais de um mês sem falar em público.
“Nos três encontros, o
Jaques Wagner ofereceu os votos do PT no Conselho de Ética, e inclusive, chegou
ao ponto de oferecer a manutenção da minha mulher e da minha filha no foro do
STF. Ou seja, quem estava propondo que o PT votasse comigo era o governo, não
era eu. Além de soar como chantagem, o episódio envolvendo minha mulher e
filha, eu não acreditava que elas tinham essa propalada interferência”, afirmou
Cunha.
Em nota, Wagner disse que,
“mais uma vez, Cunha mente para se fazer de vítima”. “Ocorreram três encontros,
mas para tratar da relação do Executivo com o Legislativo e da pauta de
votações. O PT nunca votou nem votará com ele e nem ofereceu apoio”, diz a
nota.
Fonte: Toda Bahia
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