Depois de servir a
tradicional comunidade do Bairro Birreiro por muitas décadas, o chafariz foi
desativado no governo da ex-prefeita Irismá Silva (PSD), devido a uma clausula
no contrato de concessão com a EMBASA, onde a então gestora deu de mão
beijada o sistema de água para que fosse explorado pela estatal, sem solicitar
nenhuma grande obra em troca e, ainda deixando a comunidade desassistida
com a constante falta d'água.
durante este período, o
local ficou completamente abandonado pelo poder público, servindo de encontro
de dependentes químicos e alcoólatras, inclusive tendo uma senhora vindo a
óbito, dentro do logradouro.
Quando José Valentim estava
secretário de infraestrutura, representantes daquela comunidade, o procurou,
para apresentar um projeto para que o chafariz fosse reativado com a
implantação de um hidrômetro para servir a população durante as constantes
falta de água, ou transformar em um ponto digital, para que os estudantes
pudessem utilizar exclusivamente para
pesquisas escolar. Ao ser substituído, Valentim, ficou impossibilitado de tocar
o projeto com a comunidade, ficando ainda mais depredado.
Nos últimos dias, fomos
procurados por moradores do Bairro (onde também residimos), devido está havendo
uma reforma por particulares no logradouro. Para não fazer julgamento nem
críticas antecipada, nos dirigimos até o prédio da prefeitura municipal, onde
fomos muito bem recebidos pelo ouvidor do município e nosso amigo, Narciso
Lisboa, que nos informou, que o vice-prefeito, Djalma Galvão (PT), quando
estava assumindo o poder executivo interinamente, havia dado autorização.
Procuramos o Vice prefeito, para ouvir do mesmo, qual o critério usado, para
ceder um logradouro público para particular. Prontamente, Djalma nos recebeu e
afirmou que realmente havia cedido, para que o profissional em cortes de
cabelo, o jovem Kleberson, que atualmente trabalha na varanda da casa do seu
avô, por não ter local adequado para, pudesse montar o seu salão,
sendo que, teria sido firmado um contrato de permissão de até o dia 31 de
dezembro de 2016, sendo que em contra partida o cabeleireiro atenderá
gratuitamente, os participantes dos programas do CAPS e do CRAS.
Na comunidade, as opiniões
estão divididas, parte concorda em o executivo ter dado oportunidade para que
um trabalhador estivesse praticando a sua profissão em parceria com o
município, outros acham que a comunidade local perdeu um patrimônio que por
todo tempo os serviu. Uma moradora antiga do Bairro e que utilizava dos
serviços do chafariz chegou a fazer a seguinte observação:
"A doutora, fechou e
agora seu Djalma vem e dar para ser salão, porque ele não deu uma casa dele que
anda fechada ali perto da cesta do povo?".
Certo é que, somente na
próxima gestão, seja quem for o prefeito (a), a comunidade do Birreiro poderá
recuperar um patrimônio que é dela.
Vale salientar que em nenhum
momento, estamos indo contra ao Jovem, o qual temos muita admiração e respeito
por sua família, apenas estamos noticiando um fato que aconteceu e que é de
alcance público.
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