Com o pedido de demissão do secretário de Desenvolvimento
Econômico da Bahia, James Correia, a montadora JAC Motors se afasta de vez da
Bahia. Eram ele e o amigo, o ex-governador Jaques Wagner, os maiores
entusiastas do projeto dentro do governo. Wagner dizia que queria trazer uma
nova montadora para o estado porque acreditava que a indústria automobilística
“tem um fetiche no imaginário das pessoas”. Achava que fez muito na atração de
investimentos para a Bahia, mas queria a cereja para o bolo. James perseguiu a
meta e ajudou o amigo a destravar o processo enquanto pôde. Rui Costa assumiu o
governo agora, em um ano de crise, e ainda precisa fazer um bolo antes de se
preocupar com a cereja. Resultado, o empréstimo de R$ 120 milhões através da
Desenbahia, liberado no final do ano passado por Wagner, está em stand-by,
apesar dos protestos do secretário. Quem conhece melhor o processo diz que, ou
a JAC Motors do Brasil encontra um fiador, ou a operação já era, e junto com ela
a fábrica. Enquanto isso, lá em Pernambuco, o Grupo Fiat, que vai fabricar
veículos da marca Jeep, convida a imprensa para a inauguração do complexo
automotivo em Goiana, no próximo dia 27. O fiador de lá é o ex-presidente Lula.
Donaldson Gomes , Correio*
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