Sem querer querendo, o prefeito travou com o governador uma
luta pelo “protagonismo” da festa, palavra que a imprensa adotou para dedicar a
quem aparecesse mais ou a quem saísse, de alguma forma, ganhando no confronto.
Ele só não vai admitir isso, nem Rui. Políticos espertos que são, vão
aparecendo, mostrando o que fazem e usufruindo.
Embora setores interessados em captação de verbas afirmem que
houve equilíbrio na disputa, parece ter vencido o prefeito, integrando-se à
folia com mais naturalidade, talvez porque, empresarialmente, sempre tenha sido
ligado ao segmento do entretenimento.
Desconhecem-se as performances históricas do governador nos
circuitos, mas a presunção é de que tenha se forjado no lado duro da vida, a
luta sindical em tempos difíceis, o que dificultaria "quebrar", como
Neto, em cima do trio, ou sair na pipoca.
Enfim, um novo campo de batalha está montado, literalmente.
Imagina-se como será o Carnaval do próximo ano, quando, além de blocos,
furdunços, “espaços” e camarotes, estiverem nas ruas as eleições municipais.
Por Escrito
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