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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

As nuvens no caminho de Dilma em 2015



Sem a tradicional lua de mel com o Congresso, presidente terá de superar crise política desencadeada pelas investigações da Operação Lava Jato para resgatar a credibilidade na economia. Ano será de forte turbulência, preveem parlamentares. O diagnóstico da crise pode variar, mas em um ponto governistas e oposicionistas concordam: 2015 será um ano de muita turbulência política e econômica. Reeleita para o seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff (PT) começa o novo mandato atolada em problemas herdados de sua primeira gestão que tendem a se agravar. Há motivos de sobra para alimentar a crise: economia estagnada, perspectiva de recessão, indústrias anunciando o fechamento de postos de trabalho e queda na produção industrial.
Para completar, o Congresso Nacional começa nova legislatura sob a expectativa da abertura de investigações e das primeiras denúncias contra parlamentares citados na Operação Lava Jato.  Essas denúncias podem precipitar a instauração de processos de cassação e paralisar os trabalhos legislativos da Câmara e do Senado. Por tudo isso, na avaliação de lideranças governistas e oposicionistas ouvidas pelo Congresso em Foco, a petista não terá a tradicional trégua com o Parlamento, que caracteriza o início dos governos no Brasil. Dilma venceu a eleição por pequena diferença de votos, numa disputa polarizada com o candidato Aécio Neves (PSDB), o que deu novo fôlego à oposição. Diversos fatores fortaleceram os oposicionistas, como a crise econômica e os escândalos políticos, sobretudo os revelados pela Operação Lava Jato, envolvendo a Petrobras.
“É uma combinação explosiva”, considera o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), um dos principais aliados de Aécio. “Este governo já nasceu envelhecido. Não vai ter a tradicional lua de mel de início de governo”, prevê o deputado, que é presidente do PSDB em Minas.
Um dos principais críticos do governo petista, o líder da oposição na Câmara, Ronaldo Caiado (DEM-GO), acredita que a população sentirá na pele os efeitos das crises política e econômica.
“Jamais existiu um presidente da República com tanto desgaste, com tanta falta de apoio político e popular”, avalia o parlamentar, que assumirá o mandato de senador em 1º de fevereiro e reforçará a bancada oposicionista no Senado. “É um momento extremamente difícil. Infelizmente, a população brasileira vai sofrer, vai ver o aperto da recessão”, acrescenta.


Escreve Congresso em Foco

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