Para fechar as contas da Previdência, o governo mudou a lei
para remanejar recursos que viraram superávit financeiro no fim de 2013. A
Medida Provisória 661, editada nesta quarta-feira, 3, pelo governo, autoriza o
uso do superávit financeiro, recursos que sobraram de fontes de recursos do
Tesouro Nacional, na cobertura de despesas primárias obrigatórias e que ficaram
descobertas.
Marcus Pereira Aucélio, subsecretário de Política Fiscal do
Tesouro Nacional, explicou que a MP 661 vai permitir essa realocação. Aucélio
explicou que superávit financeiro é tudo que não se executou até o final do ano
em determinadas fontes de recursos. As sobras financeiras de 2013, segundo ele,
serão usadas em 2014 para cobrir parte das despesas da Previdência, que
chegaram ao fim do ano em nível maior que o previsto inicialmente, quando o
Orçamento foi desenhado.
"Com a MP, criei vinculação a mais de recursos para
pagar despesa obrigatória", disse. "Estamos fazendo verificação de
todas as fontes, na Previdência e já verificamos essa necessidade",
observou. Essa é a primeira vez que o Tesouro faz esse tipo de flexibilização
com o superávit financeiro. Aucélio garantiu, no entanto, que não haverá
qualquer efeito sobre o resultado primário.
Além da mudança de superávit financeiro, a MP autoriza a
União a conceder crédito de até R$ 30 bilhões ao Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
ASCOM Força Sindical
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