Como foi alertado pelas entidades médicas, um
dos efeitos colaterais do Programa Mais Médicos do governo federal está se
verificando na prática. O Sindimed tem recebido diversas queixas de médicos
demitidos em cidades do interior da Bahia, em decorrência da contratação de
profissionais do Programa. Muitos prefeitos estão se aproveitando para reduzir
despesas, uma vez que o profissional oriundo do Programa Mais Médicos recebe
uma bolsa paga pelo governo federal. É lamentável que a precarização do
atendimento às populações se agrave ainda mais no interior, na contramão do que
foi preconizado pelo governo.
Diante dos fatos, o Sindimed já oficiou o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pedindo a investigação e a correção do
problema. Providências também estão sendo solicitadas ao Ministério Público da
Bahia e à Procuradoria da República. Neste momento, providências são pedidas
para corrigir a situação nos municípios de Caldeirão Grande, onde os médicos
Valter Luiz Couto Barbosa e Alice Kaim foram sumariamente demitidos, no dia 4
de novembro. Também estão em andamento ofícios cobrando esclarecimento para os
casos de demissão imotivada da Dra. Camila Mariana de Oliveira, do município de
São Felipo e da Dra. Lourdes Moreira Ruiz, de Seabra.
O Sindicato está buscando solução também para
um profissional alocado pelo Programa Mais Médicos em Simões Filho, que
denuncia a total falta de estrutura para trabalhar no local, onde nem água
potável tem para beber. Além disso, o médico se queixa que recebeu do
secretário de Saúde do município a comunicação de que não vai repassar o valor
integral da bolsa a que ele tem direito.
Fonte: Política e CIA
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