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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Explicações de Graça Foster no Senado foram insuficientes


As explicações da presidenta da Petrobras, Graça Foster, no Senado, nesta terça (15), não eliminam a necessidade de investigações mais profundas no Congresso sobre os contratos da empresa, na avaliação de senadores de oposição e independentes. Mesmo depois de passar cerca de seis horas ouvindo Graça Foster responder aos questionamentos, alguns parlamentares consideram que ainda há fatos que precisam ser melhor esclarecidos sobre a gestão da companhia.
Apesar de fazer parte de um partido da base aliada, a senadora Ana Amélia (PP-RS) se declara “independente” e defende a instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) proposta pela oposição depois da audiência. Na opinião dela, a presidenta da Petrobras demonstrou “liderança e segurança” em suas respostas, mas deixou lacunas sobre temas que precisam ser melhor esclarecidos. “Mesmo que ela tenha se esforçado para responder a todos os questionamentos, só a admissão de que a compra da refinaria de Passadena foi um mau negócio já justifica uma investigação [do Congresso]”, avaliou a senadora.
O senador oposicionista Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) também considerou que os temas centrais sobre o contrato de compra da refinaria de Passadena, nos Estados Unidos, não foram respondidos. “A CPI se faz cada vez mais necessária", segundo ele. "Os temas centrais não foram respondidos. Por que o preço pago pela refinaria, mesmo tendo sido por ela ajustado para US$ 360 milhões na compra original, mas se pagou US$ 1,2 bilhão? Não se esclareceu porque o Conselho de Administração aprovou a compra sem o conhecimento pleno da documentação. E o que é mais grave, depois de ter tomado conhecimento, em 2008, não se tomou nenhuma providência em relação ao diretor responsável pela omissão das cláusulas do contrato que eram decisivas para o fechamento do negócio. Então, as dúvidas perduram, e é necessário que a comissão parlamentar de inquérito seja instalada”, acrescentou.
Poder & Política


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